5 cenas Disney que eu nunca vou esquecer

(Eu ando longe dessa vida de Internet. Mas uma hora eu volto, eu sempre volto)

1. Sebastião tenta convencer Ariel que a vida é bem melhor no fundo do mar

2. Balu ensina a Mogli que o extraordinário é demais

3. Timão e Pumba ensinam seu lema a Simba

4. Simba fala sobre seu futuro reinado

5. Alladin leva Jasmin para um passeio no tapete voador

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quinta-feira, 15 maio at 5:22 pm 5 comentários

Calligaris, hoje

[…] Regra sem exceções conhecidas: a vontade exasperada de afirmar sua diferença é própria de quem se sente ameaçado pela similaridade do outro. No caso, os membros da turba gritam sua indignação porque precisam muito proclamar que aquilo não é com eles. Querem linchar porque é o melhor jeito de esquecer que ontem sacudiram seu bebê para que parasse de chorar, até que ele ficou branco. Ou que, na outra noite, voltaram bêbados para casa e não se lembram em quem bateram e quanto.
Nos primeiros cinco dias depois do assassinato de Isabella, um adolescente morreu pela quebra de um toboágua, uma criança de quatro anos foi esmagada por um poste derrubado por um ônibus, uma menina pulou do quarto andar apavorada pelo pai bêbado, um menino de nove anos foi queimado com um ferro de marcar boi. Sem contar as crianças que morreram de dengue. […]

A coluna completa, na Folha de São Paulo, hoje. Ou no Orkut.

quinta-feira, 24 abril at 11:45 am 5 comentários

Porque hoje é o dia da terra

Hoje, dia 22 de abril, é o Dia da Terra. O pessoal do Faça sua parte está propondo uma postagem coletiva sobre o assunto. Nas palavras deles:

Coloque um pouco [de terra] na língua. Não tenha receio! Lembre-se da infância, de quando isso era natural; de quando nada dessa nossa cultura ainda havia sido colocada em você! De quando a natureza e você eram uma coisa só. De quando você e sua mãe eram uma coisa só!

Estranho, né? Pois é assim que somos em relação à Terra. Estranhos. Como num país cuja língua e costumes não entendemos. Nesse feriado, aproveite para sentir a Terra. E depois escreva um post sobre isso. Publique no dia 22.

Escreva sobre a Terra, o que quiser, mas tente escrever, também, sobre os seus sentimentos, sobre o quanto você se sente afastado ou integrado a ela.

Como você pisa na Terra?

Esse post é a minha contribuição para o Dia da Terra. Como transformar a nossa casa em um pedaço menos estranho, menos agressivo, menos poluente? Como viver bem sem destruir o planeta em que vivemos? Eu sei que nós podemos mudar coisas pequenas, mas ainda tenho medo das grandes. E fico com medo quando vejo a Lucia Malla falar em tipping point – a hora que a coisa vai degringolar de vez. E fico triste quando olho pro lado e vejo gente fechando as cortinas e acendendo a luz.

Como ajudar a preservar nosso planeta?

A Carol Costa está fazendo uma experiência muito interessante e contando tudo no site da revista Bons Fluidos. Por um mês, ela vai mudar tomar dez atitudes que podem ajudar a preservar o meio ambiente, se todo mundo tentar junto. Eu acho que ela não vai ficar chateada se eu colocar quais são essas atitudes aqui:

  1. Tirar os aparelhos do stand by
  2. Utilizar os dois lados do papel
  3. Não pegar sacolas plásticas
  4. Separar e reciclar o lixo
  5. Substituir produtos de limpeza tóxicos por biodegradáveis ou naturais
  6. Fazer uma composteira
  7. Reutilizar água da máquina de lavar
  8. Consumir menos
  9. Não comer carne
  10. Trocar o carro por bicicleta ou transporte público

Essa é a lista dela, você pode fazer a sua. Não precisa ter dez atitudes, podem ser cinco. Ou uma. Escovar os dentes com um copo de água, por exemplo. Desligar o chuveiro enquanto ensaboa o corpo e os cabelos. Levar a sua sacola de pano para o mercado, pelamordedeus, isso é tão fácil e a gente ainda é tão resistente.

O Afonso falou lá no Faça Sua Parte e eu repito aqui: mudar hábitos é mais fácil do que a gente pensa. No começo do ano eu me propus a tirar os aparelhos do stand by. Recuperei os telefones com fio (que não consomem energia) e deixei só um telefone sem fio na casa. O telefone sem fio não pode ficar fora da tomada mas o resto (televisão, dvd, microondas, forno elétrico, computador, som, carregador de celular…) pode. A noite eu passo uma “revista” pela casa, procurando deixar só os imprescindíveis ligados (telefone – geladeira). E tem sido assim desde janeiro. Já virou hábito, como escovar os dentes ou passar creme nos pés. Agora imagine o impacto de toda a população reduzindo 20% no consumo de energia.

Então chegou a hora de responder o Afonso: como você pisa na terra? Qual o tamanho da pegada que você deixa? Quais atitudes você vai mudar para desacelerar o processo de destruição do planeta?

p.s.: O Recanto da Deusa Doméstica também tá nessa!

terça-feira, 22 abril at 3:12 pm 8 comentários

O meu lado B

A Sam me convocou para escrever sobre o meu lado B. Eu precisava mesmo de um convite pra escrever aqui, eu ando meio preguiçosa dessas coisas de internet.

O meu lado B tomou conta de mim nos últimos dias. O meu lado B sempre aparece quando eu tenho demandas não-virtuais que me tiram o sono. Não é uma insônia ruim, mas me afasta dessa vida virtual que eu tanto gosto.

O meu lado B não gosta de internet. Tem preguiça de ler os feeds que acumulam no Google Reader. Não responde e-mail. Fica offline ou ausente no MSN. Só quer saber de usar a internet para conversar com o namorado, mas é porque o telefone é muito caro e não dá pra conversar na rede da varanda.

E quando eu me afasto da internet, o meu lado B me leva a fazer cada coisa… Começa com faxina. Sempre que o meu lado B aparece, a faxina corre solta aqui em casa: no guarda-roupa, na biblioteca, no gaveteiro, nos calçados. Nunca vi uma pessoa tão desapegada quanto o meu lado B. Foi ele quem vendeu meu piano, e agora ele quer me convencer a vender minha maquina fotográfica de filme, as flautas e o todo o material de música.

Meu lado B também gosta de mexer na terra, e minha horta cresce linda. E de fazer sobremesa. E não liga nem um pouco pra dieta, quer comer aquele doce de manjericão que está na geladeira de uma vez só. O meu lado B adora creme de leite. O meu lado B acha que é melhor viver dez anos a mil que mil anos a dez. O meu lado B é meio doido, mas se não fosse ele, as pessoas iam me achar muito, muito chata.

Meu lado B é assim: complicadinho, complicadinho, mas no fundo é boa pessoa. E, mesmo não sendo a parte mais internética de mim, quer escrever um post pra blogagem coletiva do Dia da Terra e manter o Deusa Doméstica funcionando, com pelo menos um post por semana. Meu lado B valoriza muito as pessoas que entraram nessa minha vida por causa da internet, e quer encontrar com elas para tomar um café – de átomos – sempre que puder.

segunda-feira, 21 abril at 2:16 pm 6 comentários

Saturno, sê bem vindo.

Eu tinha medo de fazer vinte e nove. Mais que de fazer trinta. Por causa de tudo que falavam do retorno de Saturno, eu ficava pensando que seria um inferno astral que durasse, sei lá, um ano e meio. E também tinha aquela coisa de “perder vinte em vinte e nove amizades”, coisa horrível para quem conta os amigos nos dedos. E isso me dava um medo tão grande que já não era medo: era pavor. E gerava crises de choro na madrugada (de pé na sacada, olhando a cidade – coisa de filme).

Fato é que de uns tempos pra cá (e meus sete leitores habituais já devem estar cansados de ler isso), as coisa começaram a fazer sentido. Epifania, aquela coisa. E eu não estou com medo dos vinte e nove. Novas idéias, novas oportunidades, novas pessoas: é tanta coisa boa acontecendo na minha vida que Saturno vem embalado em ventos bons.

Isso tem a ver com o desejo, com força, com vontade. Que movem a gente, fazem as coisas acontecerem. Falta de desejo só não é pior que morte porque você sempre pode reacender o desejo. Às vezes isso não acontece por vontade própria, mas alguma coisa vem e plim! reacende o desejo. Pode ser um novo amigo, um novo emprego, até uma doença. Ou então uma coisa tão boba como ver um barquinho navegando na baía de Guanabara. O fato é que quando a gente ouve o desejo (que fica ali, gritando o tempo todo, mesmo que a gente esteja surdo), a vida toma cor e o cotidiano deixa de ser fardo.

É por isso que eu vou fazer igual ao Lello e, hoje, vou ouvir Vinte e Nove repetidas vezes. Umas vinte e nove, pra ser bem marcante. Porque, por mais que as coisas não estejam totalmente arrumadinhas agora, o caminho está tão aberto que é impossível não andar. E daqui pra frente, o que vem é perfeição.

sábado, 12 abril at 10:33 pm 6 comentários

Liberdade pra quê?

Eles estão brabinhos. É, no mínimo, irônico ver uma indústria que lucra em cima do adoecimento da população fazer um protesto “a favor da liberdade com responsabilidade”. Para a ABRASEL, que na última terça feira (01 de abril – uma data sugestiva, considerando os argumentos defendidos) iniciou um movimento contra a lei do Tabagismo, a lei seca e a MP que proíbe a venda de bebidas alcóolicas à beira de rodovias federais, o conceito de liberdade se resume a poder intoxicar-se, desde que gerando lucro, impostos, empregos.

“Não há provas de que fechar os bares reduz a criminalidade”, dizem eles. Esquecem da experiência de Diadema, que teve redução de 59% no número de homicídios após a implantação da Lei Seca (aprovada por 92% da população dois anos depois de sua implantação). “Todos têm o direito de fumar”, dizem eles. Esquecem da saúde dos garçons que são transformados em fumantes passivos. “Não somos responsáveis por motoristas mal educados”. Mas seguem lucrando em cima daqueles que virão causar 75% dos acidentes com vítimas fatais.

Sem falar na questão da propaganda. Na última semana, representantes do Movimento Propaganda sem Bebida entregaram ao presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arlindo Chinaglia, 600 mil assinaturas pedindo a proibição de toda propaganda de bebidas alcoólicas no país. Enquanto isso não acontece, a aprovação do PL 2.733 – que limita a propaganda de bebidas alcoólicas entre 21h e 6h – já é considerada um avanço importante. Esse projeto tramita em regime de urgência constitucional, mas a pauta da Câmara dos Deputados está travada por Medidas Provisórias.

Aí você me pergunta: “mas adianta proibir?”. Olha, eu te digo: ninguém vai morrer por falta de uma cerveja na viagem. Nenhum apreciador de cerveja, vinho (onde eu me incluo) ou cachaça, vai deixar de apreciar sua bebida por falta de propaganda. Por outro lado, a associação “mulher gostosa – cerveja”, “festa – cerveja”, “balada – ice”, “felicidade – alcoolismo” vai ficar cada vez mais fraca, cada vez mais menos freqüente na cabeça da população – especialmente na cabeça de crianças e adolescentes. E é disso que nós precisamos. Não podemos seguir achando normal que 33 milhões de brasileiros consumam álcool em excesso. Não podemos achar que é mera coincidência o fato de 70% dos laudos cadavéricos de mortes violentas indicarem a presença de álcool no organismo

Se você quer saber mais sobre o assunto, experimente visitar o Blog Uniad. Em meio a tanta informação desencontrada (e manipulada), é bom encontrar informação baseada em estudos científicos – e não simples “achismo”. Ou então faça uma busca no Scielo, onde você vai poder achar vários estudos sérios e bem conduzidos.

Leitura recomendada:

E se você quer ajudar…

Você pode colher assinaturas para o Movimento Propaganda Sem Bebida. O Manifesto e o abaixo-assinado estão disponíveis no site. É só imprimir e começar a colher assinaturas. A meta é chegar a 1 milhão – e a gente pode ajudar. Lembre-se: os signatários tem de ser eleitores (ter mais de 16 anos) e cada pessoa só pode assinar uma vez.

segunda-feira, 7 abril at 4:38 pm 4 comentários

O Sorvete

Boa de garfo que sou, me encantei desde que o vi falando de restaurantes pela primeira vez. A forma de descrever aquele bistrô, aquele mexicano ou mesmo aquela casa de espetos me deixaram fascinada: se ainda não havia nascido tudo o que sentimos hoje, pelo menos uma grande admiração e uma considerável vontade de tê-lo por perto nasceram. Afinal, no mínimo ele seria boa companhia para momentos agradáveis em torno de uma mesa. E as afinidades iam além da mesa: aquele olhar era demasiadamente confortável.

Eu não sei dizer se o interesse dele despertou por aí. Apenas sei que ele ficava feliz de poder comer sem preocupações com calorias, gorduras ou açúcares. E foi assim, de prato em prato, de restaurante em restaurante que nos tornamos próximos. Do começo em uma (lamentável) casa de espetos até o último jantar, com costelinhas ao vinho tinto – de comer com as mãos e lamber os dedos no final – não consigo enumerar os momentos felizes que já passamos ao redor de uma mesa nessa nossa vida.

E se foram poucas, nossas refeições sempre foram significativas. As sopas, por exemplo. Ao evocar a saudade que sentia de minha mãe, ele não titubeou e me levou para uma orgia gastronômica. Confesso que me senti envergonhada e receosa, tantos foram os pratos de sopa e pedaços de pão doce e xícaras de chá – estaria ele pensando que eu sou uma esfomeada? E a noite mexicana, com direito a churros recheados de doce de leite, acompanhados de sorvete e chocolate? Sem contar os efeitos daquele manjericão embebido em vodka e maracujá, acompanhados de uma sugestiva pimenta vermelha. Se, por um lado, nos sentíamos tímidos para falar o que estávamos sentindo, por outro, os olhares e sabores deixavam claro que havia algo ali.

E assim foi: pastel de feira, bife de chorizo, batatas cor de rosa, queijo brie com geléia de damasco. Geléia que ele comprou sem sequer gostar. Queijo que durou o tempo certo para nos garantir os melhores cafés da manhã de nossa vida.

Mas de tudo isso, o que mais me dá saudade é o sorvete de manjericão. Foi por causa do sorvete que eu fui sendo, aos poucos, introduzida no seu mundo. Sua família, seus amigos, todos sabiam do seu empenho para aprender a fazer aquele sorvete, que começou como uma provocação e acabou se tornando a nossa primeira tradição. A primeira de muitas que ainda surgirão nessa vida.

Na cozinha

quinta-feira, 27 março at 12:00 am 5 comentários

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