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Compras perdulárias em São Paulo: gastando seu rico dinheirinho na melhor cidade do país

Que absurdo. Eu ouvi um rumor de que alguém anda dizendo por aí que eu sou especialista em compras perdulárias. Ora, veja só. Eu, uma garota para lá de econômica, fazendo compra perdulária? Nada disso. Eu só compro coisas imperdíveis, veja só:

  • Sapatos na Banana Price: O meu conceito de “preço de banana” é um pouco diferente dos preços da Banana Price, mas é uma questão de referencial. A Banana Price tem sapatos muito bons por um preço igualmente bom. Quer um exemplo? Eu comprei um scarpin preto de verniz lindo-lindo-lindo e paguei R$ 99,90. Se você é maluca por sapatos como eu, não vá à Banana Price. E se for, não venha me dizer depois que a culpa é minha!
    Onde fica? Alameda Lorena, 1604 – tel. 3081-3786
  • Acessórios no Bazar da Madamismo: A Caroline é um amor de pessoa, super querida e tem dicas super legais para você comprar na Madamismos. E o Bazar é uma coisa-fofa-de-mamãe: é uma portinha na Augusta, você sobe uma escadinha (meio sinistra, devo confessar) e vai dar num hall. À direita fica o bazar, à esquerda fica a loja da coleção atual. No bazar você encontra peças lindas por R$ 3,00; R$ 5,00 ou R$ 7,00, além de peças da coleção passada pela metade do preço. E o som ambiente é uma delícia. Eu comprei um relicário super lindo e agora estou esperando encontrar uma foto para colocar. O preço? R$ 10,00, se não me engano.
    Onde fica? Rua Augusta, 1.567 (quase na esquina com a Av. Paulista) – tel. 3283 0789
  • Livros, cadernos, DVDs e calendários na Livraria da Vila da Av. Lorena: Eu ainda vou fazer um post só sobre a Livraria da Vila mas, enquanto ele não vem, fica a dica. Se você é apaixonado por livros como eu, não pode deixar de frequentar esse espaço. Devo confessar que eu fiquei perdida na seção de livros infantis e nem curti direito os outros espaços, mas eu ainda vou voltar lá muitas e muitas vezes. Não tenho muito o que dizer: vá la ver e depois me conte como você se sentiu!
    Onde fica? Alameda Lorena, 1731 – tel. 3062 1063.

domingo, 17 fevereiro at 7:39 pm 12 comentários

Borba Gato na Paulista: Eu apóio essa campanha.

borba270108.jpgVamos lá: a primeira vez que eu ouvi falar do Borba foi no fim do ano passado. Eu mandei uma mensagem para um amigo que estava no Rio e tinha ido visitar o Cristo e ele respondeu dizendo “ainda prefiro o Borba Gato”. Sabe quando todo mundo ao seu redor conta uma piada interna e você é externo? Foi assim que eu me senti. Quem diabos é Borba Gato e porque alguém o preferiria ao Cristo?

Minha primeira reação foi a óbvia: consultar o oráculo. Ele me contou que Borba Gato foi um bandeirante (bem que eu lembrava desse nome), da turma do Fernão Dias. Aqueles portugueses nada gentis que vinham para o Brasil para abrir o sertão, fazer filhos nas índias e levar o ouro embora. Mas isso não me respondia: por que alguém o preferiria ao Cristo?

O meu amigo então me contou a história do Bagulho Maravilha, falou do vídeo com a narração do Pereio (o Marmota conta essa história direitinho) e eu fiquei intrigada: como seria encontrar o Bagulho ao vivo? Mas eu nunca pensei em operacionalizar isso, porque a Avenida Santo Amaro é longe. Muito longe.

Até o dia em que, passeando com gente muito bacana, Marmota faz o comentário: “Se o Borba não estivesse tão longe, a gente poderia visitá-lo”. Quando eu falei que não conhecia o rapaz, eles mudaram de idéia: fomos nós, visitar o bagulho maravilha. No caminho, a Lu contou a história mais linda de todas que envolvem a estátua, o que me fez afeiçoar-me ainda mais a essa peça incompreendida da arte nacional. Quando chegamos lá, a gargalhada foi inevitável. O Bagulho Maravilha é, bem, um bagulho.

Assim nasceu a campanha Leve o Borba Gato para a Avenida Paulista, idealizada pelo Marmota, pelo Trotta e pelo Lello. O manifesto, escrito pelo genial Lello Lopes, explica os motivos nobres para essa mudança:

São Paulo não pode mais esconder as suas virtudes. Chegou a hora de enfrentar o seu destino como principal pólo turístico do Brasil. Para isso, a cidade precisar dar mais brilho ao seu grande marco, a belíssima estátua de Borba Gato, o Bagulho Maravilha.

Escondido nos cafundós de Santo Amaro, o nosso querido Borba é ignorado pelo grande público. Assim, está lançada a campanha Leve o Borba Gato para a Avenida Paulista. Ali, na esquina com a Consolação, ele seria de fato o grande guardião de todos os paulistanos.

Um exemplo de sucesso aconteceu em Paris, quando os franceses colocaram o Arco do Triunfo no meio da Champs-Élysées. Acontecerá a mesma coisa com São Paulo quando o Borba for para a principal avenida da cidade.

Por isso, chegou a hora da sociedade se organizar e convencer as autoridades competentes de que o lugar do Borba é realmente na Paulista.

Eu apóio essa campanha, para que as pessoas estressadas tenham crises de riso todos os dias ao passar ali no cruzamento da avenida mais famosa do país com a Rua da Consolação. E para evitar que mais gente tenha que se deslocar até os cafundós de Santo Amaro para mostrar o bagulho para as amigas caipiras!

sexta-feira, 1 fevereiro at 6:49 pm 6 comentários

Voltando pra casa

Depois de uma semana de frio e chuva em São Paulo, a primeira coisa que eu encontro quando saio de casa é uma F-250 rebaixada, com os vidros cobertos por filme escuro e a caçamba cheia de auto-falantes tocando a música da piriguete. Dentro da cabine, dois bombadões fazendo cara de “olha como eu sou lindo, mamãe”. Nada como estar em casa.

Eu não posso negar que Cascavel é uma cidade boa de se viver: aqui tenho acesso a medicina de ponta, é uma cidade relativamente segura, o custo de vida é baixo, eu tenho a minha família e alguns bons amigos aqui. Temos um vento nojento que nos castiga no inverno, mas nos salva do inferno no verão. A educação, se não é a melhor, não é a pior do Brasil: temos uma universidade pública, gratuita e (realmente) de qualidade e estudar em um dos colégios ditos “de ponta” aqui me garantiu aprovação no vestibular em algumas das melhores universidades do Brasil em 1997.

Mas falta muita coisa aqui, pelo menos para mim. Além dos cinemas, restaurantes, bares e lojinhas, falta gente. Não falo de quantidade, mas das gentes certas. Também me falta uma filial da Livraria da Vila, com a Sabrina na sessão de livros infanto-juvenis. O que me faz sentir mais saudade de São Paulo são os amigos que eu deixo sempre que volto de lá.

Me faz falta mandar uma mensagem para a Lu e encontrar com ela “embaixo das pernas do MASP”.  Me faz falta fazer comprinhas na Liberdade e no Brás. Me faz falta ir ao Frans da Haddock Lobo com o André (e ser politicamente incorreto). E comer comida chinesa de verdade com a Elis. Me faz falta ficar até de madrugada conversando sobre a vida, o universo e tudo o mais com gente que tem o que dizer e assistir o nascimento de campanhas destinadas ao sucesso. Me fazem falta as exposições que eu não vi, seja na Língua Linguaruda ou na Pinacoteca. Me fazem falta fins de semana como o último, onde eu reencontrei e conheci tanta gente tão bacana que os próximos fins de semana parecem de uma sem-gracisse cinza tão grande que até desanima.

Por isso, quando eu entro no ônibus de volta pra casa, meu sentimento é dúbio: eu não consigo saber se eu estou indo ou se eu estou voltando.

quinta-feira, 31 janeiro at 4:11 pm 7 comentários

Meias Vermelhas e Histórias Inteiras, um livro-prá-comê-mulé

Meias vermelhas & Histórias Inteiras

Chamo a atenção ainda para o fato de que o autor deste livro pode ser descrito do mesmo modo que um dos personagens de Truffaut: um homem que ama as mulheres. E que, ao melhor estilo dos machos do século XXI, é sensível sem ser viadinho, sacana sem soar grosseiro, sutil ma non troppo. Pois Doni sabe que Bertrand Morane estava certíssimo ao afirmar que as pernas das mulheres são como compassos que percorrem o globo terrestre em todas as direções, dando-lhe harmonia e equilíbrio. (Alexandre Inagaki)

Doni, um dos meus amigos que tem um blog-prá-cumê-mulé, é psicanalista. Daqueles que eu não me arrisco nem a abrir a boca perto porque a chance dele me olhar e dizer “pára de falar besteira” é tão grande que é melhor não arriscar. Ele também escreve muito bem no seu Hedonismos e agora vai lançar um livro de contos. Olha só que bacana: quem comprar o livro no site até dia 03 (Segunda) ganha um exemplar autografado. Não é ótemo?

Eu nem vou falar nada depois do prefácio do Alexandre Inagaki (que você pode ler aqui) porque ficará infinitamente mais tosco e eu ando com a auto-estima baixa. Então faça assim: compre o livro do rapaz porque vale a pena, te digo isso com toda a certeza do mundo.

E, se você estiver em São Paulo na segunda feira (3), pode conhecer esse grande rapaz e ver um monte de gente bacana no lançamento. Vai ser no bar Genial, na Vila Madalena.

Onde mesmo? Bar Genial. Rua Girassol, 474 – Vila Madalena
Quando? Segunda, dia 03, das 17h até o último cliente

Vai lá, tome umas e tire fotos com o Doni por mim, sim?

quarta-feira, 28 novembro at 3:43 pm 4 comentários

Extra! Extra! Extra!

(Postage quase comemorativa al gran dia de comemoración de nuestra bitacoresfera!)

Queridos amiguitos,

En la próxima semana yo estaré en San Pablo a troco de muchas cosas: boy con mis amigos de faculdad a lo teatro e también a bisitar una gran emplesa hotelera. E aprovetaré para comemorar con mis amigos la unión de duas personas muy queridas e amadas por nosotros en lo Sábado.

Se ustedes que biben en San Pablo tiveren un tempito para encontrar-se con esta bitacorera en la abenida Paulista – o otro lugar donde há lo metro, sintan-se a la vontad para dejar un email a lo enderezo carlinharegininha en lo email cálido o entonces un comentario en esta bitácora.

Encontrar-los me fará muy feliz, e podrémos hablar en portuñol para comemorar esta data tan querida.

Porque és necessário aprovetar las trocas de enerrria como diria este rapaz simpatico del puesto nobe de Ipanema:

sexta-feira, 26 outubro at 6:52 pm 4 comentários

Apenas mais um post

Eu não ia pegar o hype: eu não tinha conhecidos lá, não moro lá, não ando de avião. Minha cidade mal tem um aeroporto – que anda mais fechado que aberto, por causa do vento, por causa da chuva. Além disso, não foi pra falar de desgraça que eu abri esse blog.

Mas não dá. Ontem, quando eu ouvi a música do plantão da Globo, me deu um gelo. A música do plantão deve gelar qualquer mortal desse país. Mas pensei que fosse alguma coisa relacionada ao Pan, nem fui olhar.

Quando liguei a TV, senti quinze tipos de medo. Tenho amigos que vivem na ponte SP – POA. Na hora, todos vieram na minha cabeça. Eu não sabia se ligava, se mandava e-mail, se procurava no MSN. Não achei que seria bacana receber uma ligação do tipo “oi, eu só queria saber se você está vivo”. Não liguei, sabendo que notícias ruins chegam sem a gente ir atrás delas, rapidinho. Hoje de manhã tive notícias de todos ele – graças a Deus não estavam no vôo.

Mas e aí? E os 176 (é isso mesmo?) passageiros que estavam no vôo JJ3054 da TAM? E as pessoas que estavam em terra? Eles são menos importantes porque eu não os conheço?

Não. Agora, passado o primeiro choque, me dou conta do quanto a morte dessas pessoas de um jeito tão estúpido, tão ridículo, tão previsível, é criminosa. E o quanto esse país tem que tomar jeito.

A começar pela imprensa. A Carol e o Chico tem comentários aparentemente opostos, mas muito semelhantes: será que o acidente vai virar hype? Tem blog usando isso pra pegar paraquedista do google? É só pra isso que vai servir? Para aumentar a popularidade da Perfis de Gente Morta? Ou esses esforços vão ser aglutinados para exigir atitudes drásticas de quem deve tomá-las?

O problema maior é o nosso (des)governo. Federal, estadual, municipal. Cai avião, convoca reunião de emergência. Controlador de vôo entra em greve por falta de condições de trabalho, usa lei marcial pra fazer os infelizes trabalharem mais. Quebra a safra por chuva de pedra ou geada, baixa um pacote de refinaciamento. Crise em hospital, contrata um monte de gente na pressa. Precisa reconhecer curso em universidade pública, compra equipamento sem licitação na pressa. Falta menos de um mês pro Pan e as obras estão atrasadas, mais obras sem licitação e tudo fica bonito na abertura.

Deu pra entender aonde eu quero chegar?

Isso não é papel de governo. Isso é apagar incêndio (com o perdão do trocadilho infeliz).

Se o aeroporto deixou de ser a melhor saída para o Brasil, se aviões se tornaram um meio de transporte perigoso no Brasil, se a coisa chegou nesse ponto é porque tem algo muito errado aí. E há mais de 6 anos. Há mais de 14 anos. Em 63 teve um acidente em Congonhas, na época do Pan de São Paulo. São quarenta e quatro anos. Falta planejamento estratégico nesse país.

“Ah, mas eu pago os meus impostos e voto a cada ano, o que mais eu posso fazer?”

Sei lá. Eu já falei antes e vou repetir: considero esse tipo de participação política insuficiente. Para um país que lutou pela democracia, votar não é privilégio. É obrigação. Tá, tem toda aquela conversa de votos de adolescentes, voto de analfabetos, voto obrigatório. Mas não quero me delongar.

Eu não tenho a solução dos nossos problemas. Mas espero que a gente não esqueça que os problemas são NOSSOS, não de outros. E cobre a solução como for de direito.

Uns outros posts:

quarta-feira, 18 julho at 10:00 pm 4 comentários

A minha Avenida Paulista (Agora com update!)

(A pedidos)

Vamos imaginar uma situação: você tem um dia a toa em São Paulo. Você quer conhecer bastante coisa e tem medo de se perder. Não quer gastar muito com transporte público. Quer caminhar em relativa segurança. (Relativa, porque nem Catanduvas é segura mais.) Para onde você vai? Eu recomendo a Avenida Paulista. Lá você pode:

  1. Visitar o MASP. Clichê? Pode até ser. Mas o MASP é, para mim, um dos dois museus de arte mais legais que esse país tem. Seja pelo seu acervo (sensacional) ou pelas exposições temporárias (lá eu vi uma coleção de arte do Egito Antigo em 2002 – acho – e a coleção Pirelli-MASP de fotografia em janeiro desse ano), ou até pela feirinha de antiguidades que rola aos domingos no vão livre. Aliás, só a arquitetura desse museu já é uma delícia. Vá com tempo, sem pressa. Sente-se em frente às tapeçarias, aos Cezannes e aos Renoirs. Mas não esqueça da vida: ainda tem muita coisa para fazer na minha avenida!
  2. Pegar um cinema no Cine Bombril. A sala de espera para o cinema é um capítulo a parte: pufes coloridos, uma pipoca gostosa e um café depois do filme. Pensando bem, é melhor deixar o café para depois que você tiver passado na…
  3. Livraria Cultura do Conjunto Nacional. (Essa merece uma historinha.) As lojas da Livraria Cultura no Conjunto Nacional eram o meu “passeio de final de ano”. Depois do Natal, quando todos os presentes já tinham chegado dentro de envelopes, meu avô me colocava no carro e me levava até a Paulista. Geralmente eu voltava com pelo menos uma sacola cheia de livros e dois calendários enormes (que me fazem falta até hoje). Não lia todos os livros, mas era divertido. Há quem diga que a FNAC é mais gostosa para passar um tempo sem comprar nada, mas eu prefiro a Cultura por razões sentimentais. Well, compre um livro fininho (você não quer carregar peso nem gastar dinheiro) e saia do Conjunto Nacional (em direção à rua João Manuel). Atravesse a Rua João Manuel, entre na Galeria 2001 e se prepare para a próxima atração:
  4. Tomar um café na Cristallo. Vocês não estavam estranhando que até agora eu ainda não havia falado em comer nada? Já que a minha idéia era falar só de UMA comidinha, vou falar da Bomba de Chocolate da Cristallo. Chocólatras como eu não podem morrer sem provar. Aqui na roça não tem nada parecido, então a bomba de chocolate da Cristallo faz parte da lista das coisas que eu tenho que comer quando vou a São Paulo (mas isso é assunto para outro top 5).
  5. Dar um tempo no Itaú Cultural. Se você fez tudo o que esse guia recomenda, seu dia já deve estar acabando. Antes de voltar para o lugar de origem, pegue o metrô e desça na Estação Brigadeiro (se você não quiser andar 1800 metros). Pegue a saída Carlos Sampaio, ande uns cem metros e você acha o Itaú Cultural. Para mim, o centro cultural que todas as cidades devem ter: exposições, biblioteca, um centro multimídia. Merece pelo menos umas duas horas do seu dia.

Depois desse dia sensacional, passe em uma das várias bancas de jornal espalhadas na Paulista e me compre um postal daqueles bacanérrimos que só se encontra por lá. Se quiser me mandar uns postais publicitários, também gosto muito deles. E se quiser saber mais de São Paulo, tente esses outros guias:

Além dos guias (idéia do Sr. Enloucrescendo), dois sites superbacanas para quem quer saber mais coisas de São Paulo são o Sampaist e o Simples.Cidade, escrito pela genial Gabriela Franco!

Update: Como pude esquecer disso? É lógico que essa brincadeira é de passr para frente! Eu adoraria ver os guias da Mônica (São Paulo/Porto Alegre), do Rafa (São Paulo/Curitiba), do JV (Irati), da Babs (Curitiba/Salvador) e de quem mais quiser fazer e mandar trackback pra cá!

terça-feira, 24 abril at 11:00 am 7 comentários

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