Posts filed under ‘viagem’

Aqui no meu quintal

No meu quintal passam dois riozinhos, que se encontram e viram um só. O menor é cenário para uma das coisas mais lindas que eu já vi na minha vida. É impossível cansar de olhar para aquelas corredeiras, para aquelas pedras. Já perdi a conta das vezes que eu fiquei parada, olhando e ouvindo a água correr. É um lugar lindo, que eu faço questão de mostrar para todas as pessoas que eu gosto. É muito egoísmo não mostrar para todo mundo a beleza que eu tenho no meu quintal.

Aqui no meu quintal

O rio maior, que segue até a casa dos vizinhos, é muito importante para toda a minha comunidade. É nele que ficam as rodas d’água que movem os moinhos e os geradores de energia aqui para casa. A gente também aproveita a água para pescar, tomar banho no calor e dar umas voltinhas de bote. Tudo isso procurando respeitar ao máximo os outros seres que vivem ali: os peixes, aves e plantas. É lógico que não é todo mundo que respeita, mas a gente está sempre de olho para evitar que abusadores cheguem e destruam o que a natureza nos deu.

A visão do meu quintal

Falando em plantas, é importante falar do bosque que existe perto do riozinho. De vez em quando umas pessoas tentam abrir uma trilha no meio desse bosque para cortar caminho, mas a lei diz que não pode. Além de ser importante por proteger nossos riozinhos, tem vários animais e plantas que só vivem nesse bosque. Mas a gente pode visitar o bosque sempre que quer, caminhar pelas trilhas que já existem e andar de bicicleta lá dentro. É uma delícia.

Ah, também tem o meu vizinho. É super bacana visitar esse meu vizinho, que sempre tem coisinhas gostosas para nos receber. Seja um chocolatinho, um queijinho, um vinho. E os alfajores, meu vizinho adora fazer alfajores e faz os mais gostosos do universo – o que é perfeitamente compreensível, já que foi ele quem inventou. Eu morro de saudades de visitar esse meu vizinho e, confesso, é porque eu sempre sou muito bem tratada quando vou comer por lá!

Garganta do Diabo

Assim é o meu quintal. Eu posso morar numa casa que não tem lá muita graça, mas o quintal é dos mais lindos do mundo. E é por isso que eu gosto de mostrar o meu quintal para todo mundo que é importante para mim. Como eu disse antes, seria muito egoísmo não dividir com ninguém uma das coisas mais lindas que a natureza me deu.

sábado, 16 fevereiro at 4:56 pm 5 comentários

Sobre tudo, sobre nada (da vida nos últimos dias)

Ainda há pouco no MSN a Lu me perguntou: “Mas você não vai pro Square?” Assim, como se a gente fosse juntas pro Square todas as semanas, como se ela pelo menos conhecesse o Square. Do mesmo jeito que eu falo “Feliz Círio” pra ela e ando curtindo muito o Círio aqui de longe, seja nas fotos do blog dela, nos posts ou no que a gente conversa no MSN. A Lu me conhece mais que muita gente que mora no meu prédio, mesmo a gente estando cada uma em uma ponta do Brasil.

Do mesmo jeito a Babs. Eu na minha faculdade aqui, ela na faculdade dela lá em Curitiba. E a gente troca idéias, livros, filmes, músicas. Quando a coisa aperta, ela é uma das pessoas que mais me ouve – como a Lu.

Eu ainda poderia citar muita gente aqui: a Verox, o Rafa, a Pat, a Elis, o Erick, a Mônica, o Ian, e mesmo assim seria injusta porque falta gente. Pessoas com quem eu tenho laços fortes, muito mais fortes que os laços que eu tenho com grande parte dos meus vizinhos ou das pessoas que eu conheço e moram aqui em Cascavel. Pessoas que são as primeiras em que eu penso quando quero tomar um suco ou um café – como hoje a tarde. E que eu não posso chamar porque estão longe.

Eu queria que inventassem logo um jeito novo de se teleportar, porque avião é muito demorado (e muito caro). Que fosse uma coisa instantânea, do tipo “Lu, vamos tomar um café?” e a Lu aparecesse aqui. Ou eu, lá. Ou nós duas, no Rio, na beira do mar. Com as nossas respectivas companhias favoritas. E depois a gente falasse “ah, vamos dar uma volta na roda gigante” e *plim* estivesse lá no Arraial do Círio.

(Lu, eu sei que já foi inventado e chama pó de pirilimpimpim. Mas não tem pra vender no Paraguay.)

Enfim…

Todo esse prelúdio é só pra dizer que não tem problema. Eu sinto saudades da Lu (e de outras pessoas) mesmo sem ter visto porque eu sei que são das melhores companhias. Eu sinto ainda mais saudades da Babs e de tanta gente mais porque eu já estive junto e sei como é bom.

Amor, amizade, isso se faz com a alma. E depois com o corpo. E depois com tudo junto.  E minha alma já está definitivamente entregue.

. . .

Que coisa mais linda o CD (?) novo do Radiohead. Alguém pode me explicar porque eu demorei tanto tempo para ouvir Radiohead?

. . .

O que eu mais tenho dito nos últimos dias: “ai, ai…” (E isso que eu tinha jurado nunca mais me meter numa dessas!)

. . .

Feliz fim de dia do Agrônomo, do Mar, do Atletismo, das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida pra todo mundo. E Feliz Círio se eu não encontrar vocês até domingo.

sexta-feira, 12 outubro at 9:48 pm 4 comentários

Rio de Janeiro – primeiras palavras

Antes de tudo, meu agradecimento para todos os que torceram para que a apresentação corresse bem e que o congresso fosse maravilhoso. Sem sua torcida, dificilmente as coisas dariam tão certo quanto deram!

Eu ainda vou escrever variado sobre a viagem aqui. Mas ainda não voltei, sabe? É um tipo de ressaca moral que eu sinto quando vou a Sampa, a PoA. Com Curitiba isso acontece menos, mas também acontece. E agora, com o Rio, depois de ver o amanhecer no Leblon (um agradecimento semi-público aqui é suficiente?) as coisas estão mal. Até porque eu dormi pouco nos últimos dias, ainda tem sono para dar conta, material para organizar. Isso tudo na semana de provas da faculdade…

Como o jeito mais fácil que eu conheço de ser sintética é fazendo lista, vamos lá:

5 melhores momentos do Rio de Janeiro

  1. Ver um micro-show do Afro-reggae;
  2. Dançar no Rio Scenarium;
  3. O congresso da ABEAD (inteiro, impossível escolher UM momento);
  4. Ver o sol nascer no mirante do Leblon;
  5. Dar licença.

5 melhores coisas do Rio de Janeiro

  1. O mar e a cidade (eu não gosto de praia, remember?);
  2. A feira de Ipanema;
  3. Refresco de guaraná;
  4. Livraria 24 horas;
  5. Pastel de camarão (e eu nem gosto de camarão).

10 pessoas NO Rio de Janeiro (eu falaria DO Rio de Janeiro, mas nem todas são DO Rio de Janeiro)

  1. Daniela
  2. Lucas
  3. Neza
  4. Cássia
  5. Ilana Pinsky
  6. Patrícia
  7. Paulo
  8. Sílvia
  9. Dudu
  10. Hermes + Amanda

Well, beibes, é isso. Carlucha está de volta, pero no mucho, mas as coisas devem melhorar com o adiantado da semana (e com algumas horas de sono).

quarta-feira, 12 setembro at 12:00 pm Deixe um comentário

Deu pra ti, baixo astral.

No fundo desse poço, achei algo que vale a pena.

sexta-feira, 20 julho at 11:22 pm Deixe um comentário

Apenas mais um post

Eu não ia pegar o hype: eu não tinha conhecidos lá, não moro lá, não ando de avião. Minha cidade mal tem um aeroporto – que anda mais fechado que aberto, por causa do vento, por causa da chuva. Além disso, não foi pra falar de desgraça que eu abri esse blog.

Mas não dá. Ontem, quando eu ouvi a música do plantão da Globo, me deu um gelo. A música do plantão deve gelar qualquer mortal desse país. Mas pensei que fosse alguma coisa relacionada ao Pan, nem fui olhar.

Quando liguei a TV, senti quinze tipos de medo. Tenho amigos que vivem na ponte SP – POA. Na hora, todos vieram na minha cabeça. Eu não sabia se ligava, se mandava e-mail, se procurava no MSN. Não achei que seria bacana receber uma ligação do tipo “oi, eu só queria saber se você está vivo”. Não liguei, sabendo que notícias ruins chegam sem a gente ir atrás delas, rapidinho. Hoje de manhã tive notícias de todos ele – graças a Deus não estavam no vôo.

Mas e aí? E os 176 (é isso mesmo?) passageiros que estavam no vôo JJ3054 da TAM? E as pessoas que estavam em terra? Eles são menos importantes porque eu não os conheço?

Não. Agora, passado o primeiro choque, me dou conta do quanto a morte dessas pessoas de um jeito tão estúpido, tão ridículo, tão previsível, é criminosa. E o quanto esse país tem que tomar jeito.

A começar pela imprensa. A Carol e o Chico tem comentários aparentemente opostos, mas muito semelhantes: será que o acidente vai virar hype? Tem blog usando isso pra pegar paraquedista do google? É só pra isso que vai servir? Para aumentar a popularidade da Perfis de Gente Morta? Ou esses esforços vão ser aglutinados para exigir atitudes drásticas de quem deve tomá-las?

O problema maior é o nosso (des)governo. Federal, estadual, municipal. Cai avião, convoca reunião de emergência. Controlador de vôo entra em greve por falta de condições de trabalho, usa lei marcial pra fazer os infelizes trabalharem mais. Quebra a safra por chuva de pedra ou geada, baixa um pacote de refinaciamento. Crise em hospital, contrata um monte de gente na pressa. Precisa reconhecer curso em universidade pública, compra equipamento sem licitação na pressa. Falta menos de um mês pro Pan e as obras estão atrasadas, mais obras sem licitação e tudo fica bonito na abertura.

Deu pra entender aonde eu quero chegar?

Isso não é papel de governo. Isso é apagar incêndio (com o perdão do trocadilho infeliz).

Se o aeroporto deixou de ser a melhor saída para o Brasil, se aviões se tornaram um meio de transporte perigoso no Brasil, se a coisa chegou nesse ponto é porque tem algo muito errado aí. E há mais de 6 anos. Há mais de 14 anos. Em 63 teve um acidente em Congonhas, na época do Pan de São Paulo. São quarenta e quatro anos. Falta planejamento estratégico nesse país.

“Ah, mas eu pago os meus impostos e voto a cada ano, o que mais eu posso fazer?”

Sei lá. Eu já falei antes e vou repetir: considero esse tipo de participação política insuficiente. Para um país que lutou pela democracia, votar não é privilégio. É obrigação. Tá, tem toda aquela conversa de votos de adolescentes, voto de analfabetos, voto obrigatório. Mas não quero me delongar.

Eu não tenho a solução dos nossos problemas. Mas espero que a gente não esqueça que os problemas são NOSSOS, não de outros. E cobre a solução como for de direito.

Uns outros posts:

quarta-feira, 18 julho at 10:00 pm 4 comentários

Os 5 melhores beijos que eu NÃO dei

(Original daqui)

2005: Depois de dois anos sem se falar, de oito anos sem se ver, finalmente eu ia te encontrar. Ansiedade maluca, dezenove telefonemas para a melhor amiga. Eu te conhecia, mas te sentia diferente do cara que ia casar comigo aos 25 anos. Banho demorado, muitas provas de roupa, finalmente era hora de ir. Ansiedade aos picos. E o medo? Quase desisto na hora de pegar o táxi, quase desisto na fila. Eu, que não espero nem cinco minutos, fico duas horas na fila pra te ver. E sozinha. Ah, já falei que por sua causa eu aprendi a ir sozinha para a balada? Nas duas horas de fila, agüento aquela gente metida da tua cidade que nem conversa com estranho, nem responde quando estranho puxa papo. O grupo da frente era grande: dez pessoas. Eu, sozinha, pude passar antes. Entrei. O lugar estava escuro e o som muito alto. Lugar pequeno, bem diferente do que eu imaginava. Mesmo assim, foi passar os olhos e te ver. Você não era tão bonito quanto nos meus sonhos: era mais. Muito mais. E nem me via. Cantava Boys don´t cry. Hoje, quando a saudade bate, eu canto e lembro de você. Deixei um bilhete, na esperança de você me reconhecer. Mais fila, dessa vez para o banheiro. Fila no bar. Fila, fila, muita fila. Numa dessas filas você passa, me pega na cintura e me beija. Um beijo Red Label. O mais esperado da minha vida.

1991: Era meu aniversário e a escola toda me perseguia com punhados de farinha na mão. Aviso de mãe: não saia da escola. Aviso de diretora: se sair, o problema é seu. Mas eu tinha fome, não agüentava mais andar naquele espaço ridículo de nove metros quadrados em que o colégio inteiro tinha que esperar para ir embora quando chovia. Você, já na sétima série, tinha aula até meio dia. Num momento de desespero quase total, vou ao banheiro lavar o rosto. Você passa por mim. Me dá parabéns e um beijo, no rosto. Me acalma e eu fico sentada, quieta, sorrindo feito boba. Teu sorriso me ilumina até hoje.

1998: Depois da primeira briga, o namorado viaja com a família. Encontro de família, aquela coisa meio excursão. E eu, que ainda não sou família, fico aqui. Vou torcer no concurso de Miss. Festa, muita festa. REM, B 52´s, Pixies e um dj que tocava tudo o que nós pedíamos. O povo todo da faculdade dançando junto – sem falar em prova de Cálculo. Você chega perto de mim, passa a mão na minha cintura e a gente dança. Os amigos do namorado começam a se ouriçar, sentindo o território ameaçado. Eu vou ao banheiro, você me segue. Na metade do caminho você me puxa. Um beijo roubado, eu saio correndo. Chamo os amigos e vamos todos embora.

2002: Você estava de mudança. Aqui não era mais o seu lugar. Eu, odiando a faculdade para não perder o costume, te peço pra não ir. Eu tenho medo de ir junto. Você me chama, me pede por favor. Diz que a faculdade não é para mim mesmo. Mas eu preciso me formar. No meio da discussão você me beija, num misto de encorajamento e carinho e força e pedido. Os teus beijos sempre me deixam assim, sem palavras. Toca o telefone. Eu acordo e não te acho entre os travesseiros. Não devia ter deixado você ir embora.

2000: Cansados de tanta caminhada, depois de uma noite festa, a gente volta pra tua casa. Você, como um lord inglês, serve chá com leite. Aproveita e faz torradas, para matar a nossa fome. Teresa Salgueiro canta ao fundo. No teu colo eu encontro o conforto que eu procuro a vida toda. E ficamos aí, parados, inertes, numa agitação profunda, que só os melhores amores podem causar. Eu te amo, você me ama. Um amor que eu nunca senti. Fecho os olhos para escutar tua voz me dizendo que nos meus olhos você vê o mar. Na tua voz eu sinto o mar. Tempos depois, com a notícia do teu casamento, eu choro. Até hoje, ao encontrar pessoas que lembram você, eu apaixono. Será que você ainda lembra de mim?

quinta-feira, 1 março at 4:24 pm 3 comentários

Tudo o que é bom deixa gosto de quero mais

  • Grande Sertão: Veredas no Museu da Língua Portuguesa
  • Sanduíche de pernil (com queijo) do Estadão
  • Suco de beterraba com laranja do Estadão
  • Cinema de dormir no Belas Artes
  • Grécia Clássica na FAAP
  • Rua Paula Souza
  • Um mexedor tudo de bom, né amiguinha?
  • Rua Conselheiro Crispiniano
  • Filme PB. E agora?
  • Galeria 7 de Abril e livros rasgados
  • Mercado Municipal e muita comilança
  • Cirque du Soleil
  • Espacatto na corda bamba (ainda não acreditei que ela levantou)
  • O melhor croissant de peito de peru do sul do universo
  • Darth Verde
  • Amansa-louco na Liberdade
  • Pagode de rua num sábado a tarde
  • “É aqui pertinho”
  • Carona quilométrica no marmoturbo
  • Roda de viola com gente fina, elegante e sincera
  • O menino e a estátua
  • OS MELHORES AMIGOS (pena que faltaram alguns)
  • O MELHOR PRIMO (e sua respectiva namorada)
  • A MELHOR TIA E O MELHOR TIO

Nada como quatro dias de férias em plena semana de provas.
(depois eu conto mais.)

segunda-feira, 25 setembro at 5:21 pm 4 comentários


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