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Clichê estereotípico: Um pouco de poesia não faz mal a ninguém

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

(Tabacaria – Álvaro de Campos)

terça-feira, 25 março at 12:39 am 4 comentários

Trocando em miúdos às avessas

(Aproveitando que hoje é dia da poesia.)

O primeiro livro do Pablo Neruda que eu tive foi o Veinte poemas de amor y una canción desesperada. Era uma edição de bolso, chilena. Àquela época eu estava descobrindo o que era gostar de alguém (ainda que nem de longe fosse o que eu sei que é gostar de alguém hoje em dia) e o livro acabou ficando num daqueles espólios de fim de namoro. Eu sempre pensei em ligar para ele e pedir o meu livro, mas ia ficar muito música do Chico Buarque, o que me fazia desistir.

Até que, no começo desse ano, dois grandes amigos foram para o Chile. Como eu sabia que a casa do Pablo Neruda era um dos motivos para a viagem deles, eu não resisti e fiz uma encomenda. Pedi um novo Veinte poemas de amor y una canción desesperada, que dessa vez seria ainda mais especial: viria direto da Chascona. Bom, pelo menos era o que eu acreditava quando fiz o pedido.

Foi no último fim de semana que o meu livro chegou aqui. Meus amigos me enviaram através de um portador muito especial. O livro não poderia ter chegado até mim de forma mais apropriada: junto com ele, veio a sensação mais real de gostar de alguém, de uma forma que eu jamais poderia imaginar. E, se há muito tempo o meu Neruda foi levado para nem sequer ser lido, hoje ele está comigo de volta. E junto com ele a maior certeza desse mundo:

Quiero hacer contigo
lo que la primavera hace con los cerezos.

sexta-feira, 14 março at 3:37 pm 6 comentários


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