Posts filed under ‘pessoas’

London bridge is falling down (ou então: por que nada acontece por acaso.)

Talvez para manter minha sanidade mental, talvez porque realmente as coisas são assim, eu acredito que eu dei as voltas que eu dei na minha vida acadêmica, profissional, whatever, pra me ligar às pessoas que eu tinha que conhecer na minha vida.

Quer um exemplo? Se eu tivesse entrado direto na Psicologia, lá em 1997, eu não teria conhecido o Cris, nem os Andrés, o Hugo Victor nem tanta gente bacana que vira e mexe pipoca aqui no meu MSN, sob a etiquetinha #cIRCo. E se eu tivesse entrado na Psicologia, ao invés de entrar na Informática, eu não conheceria o Clodis, meu companheiro para programas cabeça em Cascavel. E, muito provavelmente, não teria visto o Cirque du Soleil em 2006. Provavelmente, se eu tivesse tomado outro caminho eu também não conheceria o Ian, o Inagaki, o Marmota – e como eu ia encontrar o Lello se eu não conhecesse o Marmota? Minha vida ia ser muito, muito, muito chata.

Essa volta toda é pra dizer que eu acredito que se eu demorei tanto assim pra entrar na Psicologia foi porque eu precisava ser aluna do Rafa. E virar amiga dele. Tipo best friend mesmo. O Rafa, além de ser meu amigo-de-fé-irmão-camarada, informante de congressos e outros encontros do povo das Humanas (porque ele não é SÓ Psicólogo, ele é MUITO MAIS que isso), parceiro favorito de venenos – por msn ou em volta de uma mesa – é meu fornecedor oficial de músicas fofas.

E aí ele me manda um e-mail MANDANDO (porque ele manda, ele tem esse poder) eu baixar o tal do This is Ivy League. Nas palavras dele:

E pra quem ficou com saudades do Belle and Sebastian do início, quando ecoavam as influências de Simon & Garfunkel e The Mamas and The Papas:

This is Ivy League: http://rapidshare.com/files/114230403/ivy_league.zip

Como eu tenho saudades do Belle and Sebastian do início, quando ecoavam as influências de Simon & Garfunkel e The Mamas and The Papas, baixei na hora. Só que, cabeção que eu sou, esqueci de descompactar e ouvir o arquivo. Até hoje a tarde quando ele me deu um puxão de orelha do tipo “você não vai ouvir, cabeção?”. Resultado: o disco não saiu do media player até agora. Porque é lindo, porque é ótemo, porque realmente lembra o B & S do começo, com as influências de Simon & Garfunkel e The Mamas and The Papas.

Já pensou se eu não tivesse o Rafa pra me apresentar essas coisas lindas? Melhor nem pensar, eu ia morrer ouvindo FM de Cascavel. Blearght.

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domingo, 18 maio at 9:21 pm 6 comentários

De onde vem o Papai Noel

Pergunta de uma criança muito próxima, hoje:

– Carla, criança que nasce em dia de Natal, quando fica velho vira Papai Noel?

Agora me diz: tem alguma explicação mais lógica que essa? Também acho que não.

sábado, 1 março at 12:40 am 3 comentários

Meias Vermelhas e Histórias Inteiras, um livro-prá-comê-mulé

Meias vermelhas & Histórias Inteiras

Chamo a atenção ainda para o fato de que o autor deste livro pode ser descrito do mesmo modo que um dos personagens de Truffaut: um homem que ama as mulheres. E que, ao melhor estilo dos machos do século XXI, é sensível sem ser viadinho, sacana sem soar grosseiro, sutil ma non troppo. Pois Doni sabe que Bertrand Morane estava certíssimo ao afirmar que as pernas das mulheres são como compassos que percorrem o globo terrestre em todas as direções, dando-lhe harmonia e equilíbrio. (Alexandre Inagaki)

Doni, um dos meus amigos que tem um blog-prá-cumê-mulé, é psicanalista. Daqueles que eu não me arrisco nem a abrir a boca perto porque a chance dele me olhar e dizer “pára de falar besteira” é tão grande que é melhor não arriscar. Ele também escreve muito bem no seu Hedonismos e agora vai lançar um livro de contos. Olha só que bacana: quem comprar o livro no site até dia 03 (Segunda) ganha um exemplar autografado. Não é ótemo?

Eu nem vou falar nada depois do prefácio do Alexandre Inagaki (que você pode ler aqui) porque ficará infinitamente mais tosco e eu ando com a auto-estima baixa. Então faça assim: compre o livro do rapaz porque vale a pena, te digo isso com toda a certeza do mundo.

E, se você estiver em São Paulo na segunda feira (3), pode conhecer esse grande rapaz e ver um monte de gente bacana no lançamento. Vai ser no bar Genial, na Vila Madalena.

Onde mesmo? Bar Genial. Rua Girassol, 474 – Vila Madalena
Quando? Segunda, dia 03, das 17h até o último cliente

Vai lá, tome umas e tire fotos com o Doni por mim, sim?

quarta-feira, 28 novembro at 3:43 pm 4 comentários

Sobre tudo, sobre nada (da vida nos últimos dias)

Ainda há pouco no MSN a Lu me perguntou: “Mas você não vai pro Square?” Assim, como se a gente fosse juntas pro Square todas as semanas, como se ela pelo menos conhecesse o Square. Do mesmo jeito que eu falo “Feliz Círio” pra ela e ando curtindo muito o Círio aqui de longe, seja nas fotos do blog dela, nos posts ou no que a gente conversa no MSN. A Lu me conhece mais que muita gente que mora no meu prédio, mesmo a gente estando cada uma em uma ponta do Brasil.

Do mesmo jeito a Babs. Eu na minha faculdade aqui, ela na faculdade dela lá em Curitiba. E a gente troca idéias, livros, filmes, músicas. Quando a coisa aperta, ela é uma das pessoas que mais me ouve – como a Lu.

Eu ainda poderia citar muita gente aqui: a Verox, o Rafa, a Pat, a Elis, o Erick, a Mônica, o Ian, e mesmo assim seria injusta porque falta gente. Pessoas com quem eu tenho laços fortes, muito mais fortes que os laços que eu tenho com grande parte dos meus vizinhos ou das pessoas que eu conheço e moram aqui em Cascavel. Pessoas que são as primeiras em que eu penso quando quero tomar um suco ou um café – como hoje a tarde. E que eu não posso chamar porque estão longe.

Eu queria que inventassem logo um jeito novo de se teleportar, porque avião é muito demorado (e muito caro). Que fosse uma coisa instantânea, do tipo “Lu, vamos tomar um café?” e a Lu aparecesse aqui. Ou eu, lá. Ou nós duas, no Rio, na beira do mar. Com as nossas respectivas companhias favoritas. E depois a gente falasse “ah, vamos dar uma volta na roda gigante” e *plim* estivesse lá no Arraial do Círio.

(Lu, eu sei que já foi inventado e chama pó de pirilimpimpim. Mas não tem pra vender no Paraguay.)

Enfim…

Todo esse prelúdio é só pra dizer que não tem problema. Eu sinto saudades da Lu (e de outras pessoas) mesmo sem ter visto porque eu sei que são das melhores companhias. Eu sinto ainda mais saudades da Babs e de tanta gente mais porque eu já estive junto e sei como é bom.

Amor, amizade, isso se faz com a alma. E depois com o corpo. E depois com tudo junto.  E minha alma já está definitivamente entregue.

. . .

Que coisa mais linda o CD (?) novo do Radiohead. Alguém pode me explicar porque eu demorei tanto tempo para ouvir Radiohead?

. . .

O que eu mais tenho dito nos últimos dias: “ai, ai…” (E isso que eu tinha jurado nunca mais me meter numa dessas!)

. . .

Feliz fim de dia do Agrônomo, do Mar, do Atletismo, das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida pra todo mundo. E Feliz Círio se eu não encontrar vocês até domingo.

sexta-feira, 12 outubro at 9:48 pm 4 comentários

As garotas da Sra. Z

A Sra. Z não consegue imaginar o que seria da sua vida sem essas garotas. Não que os garotos não sejam importantes, mas é nessas garotas que ela se espelha quando as coisas apertam. Pudesse, a Sra. Z engoliria uma por uma, num ritual antropofágico para tornar-se invencível.

[Embora sozinha ela não dê conta de muita coisa, junto com essas garotas a Sra. Z é invencível.]

E são tantas essas garotas. De tantas origens, de tantos jeitos. Tem a garota morena, que dança Carimbó, com seu jeito de moça brava e sua dedicação tremenda. Com ela a Sra. Z aprendeu a fazer tudo com paixão. Com ela a Sra. Z aprendeu a se atirar, que não é mau tomar partido. Vem dela a paixão pelas coisas da terra, pelo cheiro de andiroba e pelos bombons de cupuaçu.

Também tem a garota da serra, de sorriso largo e pele de bebê. Dessa garota a Sra. Z aprendeu que é tudo é possível, se não não desistir. Que nada substitui o trabalho duro e o mérito. Que há vários caminhos a seguir, basta olhar para o lado. Que as pessoas vêm e vão, mas uma vez marcadas na alma, não há o que faça o vínculo sumir.

[Algumas coisas acontecem tão rápido, e mesmo assim a Sra. Z sente como se já fossem décadas.]

E o que dizer, então, da garota de olhos verdes e cabelos de índia? Dela a Sra. Z aprendeu o que são amigos de verdade. Aprendeu a lutar pelos objetivos e a fazer limonadas de todos os limões que a vida lhe atira. Aprendeu que as coisas devem ser construídas. E que o tempo e o espaço, por mais que se coloquem de forma incisiva, jamais vão interromper laços entre irmãs que se escolheram.

Não se pode esquecer da garota da cozinha. De sorriso frágil e alma forte. Vencedora de todas as vicissitudes, que mostra a todo o momento que o caminho é você quem faz e que reclamar de nada adianta. Que luta e conquista suas coisas simplesmente porque merece. Porque faz por merecer.

E há outras garotas ainda: a garota dos gatos que mostra como ser ora frágil, ora forte, sem jamais perder a dignidade; a garota dos olhos azuis que lhe revela os segredos mais escondidos; a garota dos cabelos de mar, que provou que amizades surgem até nos momentos mais absurdos; a garota crescida que faz companhia nas horas mais necessárias. São essas garotas, todas elas, que a Sra. Z gostaria de levar consigo sempre, numa decisão de absurdo egoísmo.

Mas a Sra. Z sabe que não é possível, nem desejável, aprisionar suas garotas. O mundo precisa delas, sabe a Sra. Z, porque elas são raras. E, afinal, elas sempre estarão por perto. Porque vincos na alma não se desfazem tão facilmente.

sábado, 6 outubro at 2:43 pm 2 comentários

Da vida e das suas vicissitudes

Todos os dias morre alguém, eu sei. Mas mortes vem acontecendo de um jeito muito frequente por aqui, sabe? Em menos de dez dias foram três pessoas próximas: uma viagem já era esperada há algum tempo – uma das passagens mais dignas que eu já vi, diga-se de passagem, uma inesperada e assustadora (só fiquei sabendo agora) e ainda outra traumática, violenta, deixando todo mundo meio bobo, sem entender nada.

Aí eu me pego pensando no tal “fato humano” de que o Enio falou esses dias. Quantas vezes a gente fica igual formiga, catando migalhas aqui e ali. Correndo pro formigueiro não deixar de funcionar a contento.

A contento de quem? A contento de quê?

Hoje conversava com uma amiga: ela não se conforma por não entender o “critério”. Eu prefiro me apegar na história de que ninguém sabe a hora que o ladrão chega e que a gente tem que estar sempre vigilante.

Sempre, sempre, vigilante.

Vigiar é estar pronto para ir, a hora que for. Você quer ir chateado com alguém? Com alguém chateado contigo? Deixando trabalho pela metade? Sabendo que perdeu os últimos dias da sua vida jogando bubble shooter (sim, eu sou viciada em bubble shooter)?

O que você produz para o mundo? O que você vai deixar aqui depois que for, além de toneladas de lixo e litros de água poluída? E eu não estou falando de produção material, de produção econômica. Produção de carinho, de paz, de harmonia conta muito mais que isso no final.

Da minha parte, eu procuro (e nem sempre consigo, porque eu sou gente fraca e pequena – por isso que eu tento olhar para quem pode me dar exemplo, seja Bento, Francisco ou a minha amiga que foi embora hoje) me lembrar sempre do que é importante. Como bem disse a Rosana (citada pelo Enio, de novo) a gente sabe qual é o nosso fim. O que vem depois, ninguém sabe. Eu creio que seja algo bom, mas isso é fé. E o algo bom que vem depois está intimamente ligado ao que eu faço agora. Ao que nós fazemos agora.

As vezes eu me esqueço disso. Mas é impossível ignorar quando tem tanta gente próxima partindo…

terça-feira, 28 agosto at 8:53 pm 2 comentários

Os espertos e as criações coletivas.

Os espertos terminam o namoro, mas pedem um beijo de despedida.

Os melhores amigos do mundo são, definitivamente, os meus. Porque os meus amigos são honestos, não são espertos. E a Lu descreve os espertos como ninguém.

quinta-feira, 23 agosto at 12:03 pm 3 comentários

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