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A soma de tudo que vejo

E aí estava eu, linda e saltitante, no supermercado. Enquanto eu escolhia tomates, começou a tocar Meu Reino, do Biquíni Cavadão. Como se fosse um túnel pintado com espirais de cores loucas, eu fui para 1990. Ou 1991, sei lá. Lá fui eu, pro tempo em que eu achava o Bruno o cara mais lindo do universo, só porque ele tinha cabelo cobrinha.

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Assistindo a reportagem do Fantástico sobre a Amy Winehouse, um amigo comentou: “ah, ela vai ficar igual à Britney” ao que outra, prontamente, respondeu: “Não, a Britney é histérica. A Amy é dependente.”

E aí eu me pego pensando em como tem mulher histérica no mundo. Não só mulher, para não parecer misoginia, mas tem tanta né? Seja a Britney que surta e raspa o cabelo (e ganha música do I’m from Barcelona) ou a outra maluca que, há um bom tempo, resolveu me atacar porque eu, supostamente, teria tentado atrapalhar o namoro dela. Deuses dos meus céus, como tem mulher histérica no mundo… E o pior é que a maioria não se dá conta disso. Então, filhota, prestenção na tia: histeria não é personalidade, é PROBLEMA de personalidade.. Se vc anda surtando por aí, vai se tratar…

Eu sempre quis falar isso aqui no blog, mas não queria falar à época porque recibo é o maior combustível de histeria. Hoje eu lembrei e deu vontade. Histéricas, hmpft…

E, apesar de engraçadolho, esse bolão para adivinhar quando a Amy vai morrer é mórbido. Em todo caso, se você acha que leva jeito pra mãe-dinah, dá uma passada lá que você pode ganhar um iPod touch.

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Você já está participando da promoção do Efetividade? E a promoção do Deusa Doméstica? Tudo bem que eu não vou dar microondas nem EeePC, mas tem um e-livro bem bacaninha para aqueles dias só de microondas e ainda vai ter um apetrecho microondístico tchananãs para a história mais legal.

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Já que eu comecei falando deles. Aí vai: Biquíni Cavadão tocando Meu Reino…

sexta-feira, 27 junho at 3:56 pm 1 comentário

London bridge is falling down (ou então: por que nada acontece por acaso.)

Talvez para manter minha sanidade mental, talvez porque realmente as coisas são assim, eu acredito que eu dei as voltas que eu dei na minha vida acadêmica, profissional, whatever, pra me ligar às pessoas que eu tinha que conhecer na minha vida.

Quer um exemplo? Se eu tivesse entrado direto na Psicologia, lá em 1997, eu não teria conhecido o Cris, nem os Andrés, o Hugo Victor nem tanta gente bacana que vira e mexe pipoca aqui no meu MSN, sob a etiquetinha #cIRCo. E se eu tivesse entrado na Psicologia, ao invés de entrar na Informática, eu não conheceria o Clodis, meu companheiro para programas cabeça em Cascavel. E, muito provavelmente, não teria visto o Cirque du Soleil em 2006. Provavelmente, se eu tivesse tomado outro caminho eu também não conheceria o Ian, o Inagaki, o Marmota – e como eu ia encontrar o Lello se eu não conhecesse o Marmota? Minha vida ia ser muito, muito, muito chata.

Essa volta toda é pra dizer que eu acredito que se eu demorei tanto assim pra entrar na Psicologia foi porque eu precisava ser aluna do Rafa. E virar amiga dele. Tipo best friend mesmo. O Rafa, além de ser meu amigo-de-fé-irmão-camarada, informante de congressos e outros encontros do povo das Humanas (porque ele não é SÓ Psicólogo, ele é MUITO MAIS que isso), parceiro favorito de venenos – por msn ou em volta de uma mesa – é meu fornecedor oficial de músicas fofas.

E aí ele me manda um e-mail MANDANDO (porque ele manda, ele tem esse poder) eu baixar o tal do This is Ivy League. Nas palavras dele:

E pra quem ficou com saudades do Belle and Sebastian do início, quando ecoavam as influências de Simon & Garfunkel e The Mamas and The Papas:

This is Ivy League: http://rapidshare.com/files/114230403/ivy_league.zip

Como eu tenho saudades do Belle and Sebastian do início, quando ecoavam as influências de Simon & Garfunkel e The Mamas and The Papas, baixei na hora. Só que, cabeção que eu sou, esqueci de descompactar e ouvir o arquivo. Até hoje a tarde quando ele me deu um puxão de orelha do tipo “você não vai ouvir, cabeção?”. Resultado: o disco não saiu do media player até agora. Porque é lindo, porque é ótemo, porque realmente lembra o B & S do começo, com as influências de Simon & Garfunkel e The Mamas and The Papas.

Já pensou se eu não tivesse o Rafa pra me apresentar essas coisas lindas? Melhor nem pensar, eu ia morrer ouvindo FM de Cascavel. Blearght.

domingo, 18 maio at 9:21 pm 6 comentários

5 cenas Disney que eu nunca vou esquecer

(Eu ando longe dessa vida de Internet. Mas uma hora eu volto, eu sempre volto)

1. Sebastião tenta convencer Ariel que a vida é bem melhor no fundo do mar

2. Balu ensina a Mogli que o extraordinário é demais

3. Timão e Pumba ensinam seu lema a Simba

4. Simba fala sobre seu futuro reinado

5. Alladin leva Jasmin para um passeio no tapete voador

quinta-feira, 15 maio at 5:22 pm 5 comentários

Saturno, sê bem vindo.

Eu tinha medo de fazer vinte e nove. Mais que de fazer trinta. Por causa de tudo que falavam do retorno de Saturno, eu ficava pensando que seria um inferno astral que durasse, sei lá, um ano e meio. E também tinha aquela coisa de “perder vinte em vinte e nove amizades”, coisa horrível para quem conta os amigos nos dedos. E isso me dava um medo tão grande que já não era medo: era pavor. E gerava crises de choro na madrugada (de pé na sacada, olhando a cidade – coisa de filme).

Fato é que de uns tempos pra cá (e meus sete leitores habituais já devem estar cansados de ler isso), as coisa começaram a fazer sentido. Epifania, aquela coisa. E eu não estou com medo dos vinte e nove. Novas idéias, novas oportunidades, novas pessoas: é tanta coisa boa acontecendo na minha vida que Saturno vem embalado em ventos bons.

Isso tem a ver com o desejo, com força, com vontade. Que movem a gente, fazem as coisas acontecerem. Falta de desejo só não é pior que morte porque você sempre pode reacender o desejo. Às vezes isso não acontece por vontade própria, mas alguma coisa vem e plim! reacende o desejo. Pode ser um novo amigo, um novo emprego, até uma doença. Ou então uma coisa tão boba como ver um barquinho navegando na baía de Guanabara. O fato é que quando a gente ouve o desejo (que fica ali, gritando o tempo todo, mesmo que a gente esteja surdo), a vida toma cor e o cotidiano deixa de ser fardo.

É por isso que eu vou fazer igual ao Lello e, hoje, vou ouvir Vinte e Nove repetidas vezes. Umas vinte e nove, pra ser bem marcante. Porque, por mais que as coisas não estejam totalmente arrumadinhas agora, o caminho está tão aberto que é impossível não andar. E daqui pra frente, o que vem é perfeição.

sábado, 12 abril at 10:33 pm 6 comentários

Melhor pra mim

Melhor pra mim [Leoni]

Tudo é relativo
Quando te fazer feliz
Me faz feliz
Se a história for
Sempre assim
Melhor prá mim

domingo, 2 março at 1:06 pm 2 comentários

If you were a kiss, I know I´d be a hug

Da trilha sonora de Juno, a música mais fofa dos últimos dias. Dá vontade de ficar cantando junto, por isso que tem a letra! =P

All I want is you
(Barry Louis Polisar)

If I was a flower growing wild and free
All I’d want is you to be my sweet honey bee.
And if I was a tree growing tall and greeen
All I’d want is you to shade me and be my leaves

If I was a flower growing wild and free
All I’d want is you to be my sweet honey bee.
And if I was a tree growing tall and greeen
All I’d want is you to shade me and be my leaves

All I want is you, will you be my bride
Take me by the hand and stand by my side
All I want is you, will you stay with me?
Hold me in your arms and sway me like the sea.

If you were a river in the mountains tall,
The rumble of your water would be my call.
If you were the winter, I know I’d be the snow
Just as long as you were with me, let the cold winds blow

All I want is you, will you be my bride
Take me by the hand and stand by my side
All I want is you, will you stay with me?
Hold me in your arms and sway me like the sea.

If you were a wink, I’d be a nod
If you were a seed, well I’d be a pod.
If you were the floor, I’d wanna be the rug
And if you were a kiss, I know I’d be a hug

All I want is you, will you be my bride
Take me by the hand and stand by my side
All I want is you, will you stay with me?
Hold me in your arms and sway me like the sea.

If you were the wood, I’d be the fire.
If you were the love, I’d be the desire.
If you were a castle, I’d be your moat,
And if you were an ocean, I’d learn to float.

All I want is you, will you be my bride
Take me by the hand and stand by my side
All I want is you, will you stay with me?
Hold me in your arms and sway me like the sea.

terça-feira, 12 fevereiro at 2:15 pm 4 comentários

O dia em que eu fui salva por David Bowie

[Mais uma música que marcou a minha vida.]


[aperta o Play, cara-pálida!]

Era um daqueles dias chatíssimos, em que você quer ficar só e está rodeado de gente. Datas especiais, aquelas que eu odeio. Eu deveria determinar as datas especiais para mim, não a Associação Comercial de São Paulo. Mas o amor mais puro me chamava e não me restava opção além de me encapotar e encarar o tempo.

Quem conhece aquele lugar sabe o frio que faz lá. Mesmo no verão, com sol a pino e sensação térmica de quarenta graus, aquele é um dos mais gelados que eu conheço. Muito tempo ali dentro te gela os ossos. Isso sem falar nos robôs invisíveis que sugam a alma dos incautos que arriscam dar bobeira por lá.

Sem sol, a sensação térmica era de oito graus. Eu tinha duas opções: dar um jeito na minha vida, de uma vez, ou perder minha alma para os tais robôs invisíveis. A primeira pareceu mais razoável e lá fui eu: encapotada, de bota, cachecol, casaco, luva e medalha de São Bento para proteger a alma.

Saindo de casa me lembrei do porta cds. Já que eu tinha que sair de casa, entregar aqueles papéis e dar um jeito na minha vida, que pelo menos eu cantasse e dançasse um pouco no caminho. Peguei o primeiro cd que eu vi (os robôs já estavam aqui em casa, roubando a minha alma: era preciso correr) e entrei no carro.

No caminho, enquanto o cd tocava, eu fui pensando na minha situação: como disfarçar a dor incapacitante que eu sentia e me empoderar, enquanto meu coração estava quebrado ao meio e todo o desejo se esvaía em outro lado? Eu estava ferida. E doía.

Foi quando começou. Sem ninguém pedir, ele começou a falar aquelas coisas. Falou de um poder efêmero, mas que não é menor por isso. Um poder vindo da fonte mais explosiva e incontrolável e pura.

Chegando no meu destino, enxuguei as lágrimas (só eu sei quantas cairam no estofamento do carro naquela semana) e me recompus. No melhor estilo “eu sei-eu quero-eu posso-eu tenho” entrei no recinto e falei o que estava guardado. Com uma força que a ciência contemporânea não explica, consegui dizer o que queria. A resposta foi a que eu esperava, embora não fosse a que eu queria. De qualquer forma, havia uma resposta e isso bastava. Levantei e fui embora, para nunca mais voltar.

Desse dia em diante, quando a coisa aperta eu ouço Heroes. E, num instante, acredito que é possível, mesmo com as balas passando sobre a minha cabeça e o mundo todo indo contra o que eu quero. Que eu posso, simplesmente porque eu quero. Foi ele quem me ensinou. E por isso eu digo que, mais que marcar, ele salvou a minha vida.

domingo, 3 fevereiro at 4:20 am 4 comentários

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