Archive for dezembro, 2007

Feliz 2008 (interrompendo as férias, por um bom motivo)

2007 foi o melhor ano da minha vida e, por mais medo que eu tenha dos anos pares, eu acredito que 2008 tem tudo para ser tão bom quanto (ou melhor que).
Esse post é para agradecer vocês que fizeram de 2007 o ano especial que foi e deixar uma música (que eu já falei aqui, mas faz tempo) que é pura epifania.

Que 2008 traga muitas e muitas epifanias para todo mundo.

Estamos de férias até dia 15. Assine o feed que você fica sabendo quando eu voltar!

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segunda-feira, 31 dezembro at 7:16 pm 4 comentários

O dia em que eu fui Virgem Maria

No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chamada Nazaré. Foi a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José, que era descendente de Davi. E o nome da virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava, e disse: ‘Alegre-se, cheia de graça! O Senhor está com você!’ Ouvindo isso, Maria ficou preocupada, e perguntava a si mesma o que a saudação queria dizer. O anjo disse: ‘Não tenha medo, Maria, porque você encontrou graça diante de Deus. Eis que você vai ficar grávida, terá um filho e dará a ele o nome de Jesus. Ele será grande, e será chamado Filho do Altíssimo. E o Senhor dará a Ele o trono de seu pai Davi, e ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó. E o seu Reino não terá fim’. (Lc 1,26-33)

Na paróquia que eu participava quando pequena, o fim do ano era sempre igual. Depois do encerramento da catequese (por volta da segunda quinzena de novembro), começavam os encontros de preparação para o Natal. Os grupos eram formados pelas famílias que recebiam a mesma capelinha – cada duas quadras tinham a sua capelinha e a sua zeladora – e os encontros de preparação seguiam o mesmo roteiro: oração – fato da vida – leitura da Palavra – oração – gesto concreto – oração. É fácil imaginar que esse roteiro não era muito atrativo para crianças, mas a minha quadra contava com a Dona Eleonor, uma senhora pia, extremamente devota e com veia artística: ela era a nossa coordenadora, responsável pelo Presépio Vivo do grupo.

O presépio vivo era a alegria das crianças. Só poderia participar (como anjo, pastor, José ou Maria) quem frequentasse as reuniões. Era um bom argumento e as reuniões sempre se encerravam com um lanchinho e o ensaio.

A minha vez de ser Virgem Maria chegou quando eu tinha 13 anos. E foi especial, demais, porque o Menino Jesus era um bebê de verdade. A “peça” não exigia grandes talentos teatrais, eram só dois atos: a chegada em Belém com José e o burrico (o burrico também era personagem, esqueci de falar antes) e a adoração dos pastores e dos Reis Magos. Mas ensaiávamos muito, nada poderia dar errado (eu não poderia deixar o bebê – de verdade – cair, por exemplo).

Naqueles dias, o imperador Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento em todo o império. Esse primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam registrar-se, cada um na sua cidade Natal. José era da família e descendência de Davi. Subiu da cidade de Nazaré, na Galiléia, até a cidade de Davi, chamada Belém na Judéia, para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto estavam em Belém, se completaram os dias para o parto e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou, e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles dentro da casa. (Lc 2,1-7)

O dia chegou: em uma garagem da vizinhança montamos o cenário – janelas onde os donos de hospedarias recusariam pouso à Sagrada Família, a gruta, a manjedoura. Eu e meu irmão seríamos Maria e José, outras garotas foram donas de hospedaria e os outros garotos foram anjos, pastores, reis ou burricos. De nós dependia a história do Natal, nós estávamos fazendo o Verbo existir entre nós.

É desse tempo que vem as minhas lágrimas ao ler, ouvir ou ler coisas de Natal. Foi com a D. Eleonor (e seu presépio perpétuo, guardado na estante que se abria no Natal, com direito a jacarés e carros de polícia) que eu aprendi o que é Natal: um homem e uma mulher carregando a Graça, vendo as portas se fecharem ao seu pedido de pouso. Mas nem as portas fechadas fazem com que Deus desista de nós: a cada ano somos chamados a lembrar daquele que, enviado por Deus, foi rejeitado e perseguido pelos homens. A cada ano, a chance se renova (o Ano Litúrgico, para os católicos, começa no Advento – a espera pelo Natal). E, uma semana após o milagre, Deus nos dá um ano inteirinho, em branco, à espera da nossa escrita.

Que 2007 se encerre em grande estilo. Que 2008 traga amor, saúde, paz e, principalmente, força: para lutar pelo que é certo, concretizar os seus desejos e suportar as vicissitudes da vida. E, apesar de eu não pretender converter ninguém, uma coisa é certa: é muito mais fácil ser forte quando Deus está do nosso lado. Assim, que em 2008 você fique com Deus. E que Ele abençoe os seus caminhos e os caminhos daqueles que você ama.

p.s.: Algumas pessoas já receberam essa mensagem por e-mail. Como no ano passado, achei por bem colocar aqui a mensagem para que todos recebam os meus votos de Natal e Ano Novo. Se você não recebeu o e-mail e deveria, mil perdões. Organizar meus contatos é uma das minhas resoluções de Ano Novo. =)

segunda-feira, 24 dezembro at 11:59 pm 1 comentário

(Very) little pieces of news: um post frankenstein

Correria de fim de ano aqui: ainda não consegui fazer os cookies, mas acho que faço os panetones hoje a tarde. Para ajudar no sumiço, uma migração de blog, um ombro estourado, um almoço de Natal para preparar (aqui em casa não fazemos ceia). Sorte que o post do Silence 4 (eu esqueci de escrever, a música é “A Little Respect” e a banda é Silence 4) agradou as multidões.

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A Anistia Internacional está coletando assinaturas para uma campanha pelos direitos humanos na China. Executar prisioneiros e prender pessoas sem julgamento para “deixar a cidade limpa para os jogos”, para não falar de outros desrespeitos aos direitos humanos, não são comportamentos dignos do espírito olímpico. Assine a petição aqui.

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O Deusa Doméstica mudou. Você já foi visitar o Deusa Doméstica novo? O Deusa Doméstica agora está no Blogamos, uma central de blogs legal pra caramba e ponto. O endereço também é novo, anota aí: www.deusadomestica.com

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Falando em agradar as multidões, eu vi um garoto definir a dupla Marvin Gaye e Tammy Terrell como a resposta para a questão “par perfeito” no Orkut. Eu só posso concordar.

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O informe-frankenstein fica por aqui, com a promessa de um novo post para breve. =)

terça-feira, 18 dezembro at 11:12 am Deixe um comentário

Will you open your arms out to me?

Let´s live in peace with our hearts.

Update: Silence4 – A Little Respect

sábado, 8 dezembro at 12:20 pm 5 comentários

A minha MTv – Parte II

(Continuando daqui, com algum atraso)

6. No Doubt – Don´t Speak

Don´t Speak tem toda uma história de amor não correspondido entre amigos, yada-yada-yada. Além disso ficava sempre ali-ali com Lovefool no Top 20 Brasil que eu assistia religiosamente todos os sábados.

7. Blind Melon – No Rain

No Rain é “a música da abelhinha”. Eu tive que mandar um e-mail para o Erick para perguntar o nome da música (porque eu estava procurando Lemonheads no youtube – no fim é tudo fruta). É tão bonitinho ver como ela sofre, sofre, sofre, sofre até a epifania no fim. Epifania é a minha palavra favorita dos últimos tempos.

8. Supergrass – It´s alright

“We are young / we run free”. O que mais você quer cantar quando tem 18 anos? Para mim, It´s alright era tema de birra.

9. Oasis – Champagne Supernova

A música é comprida, o clipe é lindo. E marcou a minha época de pensar em quanta gente legal tinha mudado (geralmente a gente pensa quando as pessoas mudam para pior).

10. Roxette – June Afternoon

Não podia faltar Roxette nessa lista. June Afternoon é fofa e tem o poder de melhorar o ânimo de qualquer pessoa. Talvez por causa do Wah-Wah. Talvez por causa do clipe colorido. Vá saber…

sexta-feira, 7 dezembro at 11:27 am 4 comentários

Um calendário para 2008

Chegando o fim do ano, está na hora de preparar as coisas para 2008. Novos planos, projetos, rever o que ficou para trás. Tudo isso precisa de um suporte: agendas, cadernos, manuais. Navegando por aí, encontrei o Calendário Compacto do David Seah e adaptei com os feriados brasileiros, feito para imprimir em uma folha A4. O bacana desse calendário é a forma de apresentar as semanas: corridas, de domingo a sábado, sem divisão por meses. Isso te dá uma noção bem legal do tempo que vai levar um projeto, ou de quanto tempo falta para chegar aquele dia especial. O calendário também permite que você faça anotações ou então que se imprima apenas uma parte do ano, para gerenciamento de projetos de curto prazo.

Você pode baixar as duas versões do calendário (com e sem a numeração das semanas), bem como dois arquivos texto com informações sobre o calendário original e a versão, nesse arquivo zip.

O Nicholas Almeida também fez a versão dele e colocou os feriados da Cidade de São Paulo.

terça-feira, 4 dezembro at 7:25 pm 2 comentários


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