27 citações: Tudo que é sólido desmancha no ar (Marshall Berman)

segunda-feira, 19 novembro at 12:00 pm 6 comentários

Nos assim chamados países subdesenvolvidos, planos sistemáticos para um rápido desenvolvimento significam em geral a sistemática repressão das massas. Isso tem assumido, quase sempre, duas formas, distintas embora não raro mescladas. A primeira forma significou espremer até a última gota a força de trabalho das massas – “os sacrifícios humanos sangram,/ Gritos de desespero cortarão a noite ao meio”, como se diz no Fausto – para alimentar as forças de produção e ao mesmo tempo reduzir de maneira drástica o consumo de massa, para geral o excedente necessário aos reinvetimentos econômicos. A segunda forma envolve atos aparentemente gratuitos de destruição – a eliminação de Filemo e Báucia, seus sinos e suas árvores, por Fautso – destinado a não gerar qualquer utilidade material, mas a assinalar o significado simbólico de que a nova sociedade deve destruir todas as pontes, a fim de que não haja uma volta atrás.

“Tudo que é sólido…” é daqueles livros fundamentais para quem quer entender essa tal modernidade. Emendei com a leitura do Bauman (superdose de modernidade?), mas são posicionamentos diferentes frente a alguns fenômenos, o que ajuda a enriquecer a compreensão.

A análise do Fausto traz vários elementos de uma compreensão ampliada, que vê na obra um panorama metafórico, porém muito preciso, do processo de modernização, do seu início nas revoluções burguesas do século XVII até as revoluções socialitas do início do século XX.

O livro ainda traz análises de obras de Marx, Baudelaire, Gogol, Dostoievski e da urbanidade de Nova York. Uma leitura rica e que traz uma compreensão muito ampliada da época em que vivemos.

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Ah, essas mulheres… A minha MTv – Parte I

6 Comentários Add your own

  • 1. juliana  |  segunda-feira, 19 novembro às 1:20 pm

    olha! tem esse livro aqui em casa.
    meu primo leu pro mestrado.
    vou aproveitar.
    🙂

    Re: Aproveite, Ju. Leia aos poucos (eu tô lendo parcimoniosamente, até porque eu tenho tanta leitura “oficial” agora que quase não me sobra tempo para as leituras “extra-oficiais”), é bem gostoso. E fácil de ler, não é aquela leitura que emperra, sabe? Ele vai contando a história…

    Responder
  • 2. denise  |  segunda-feira, 19 novembro às 3:50 pm

    Oi, Carla! Vi teu comentário no grupo do Blogcamp e vim conhecer você. Já gostei do que vi (li). Adorei a parte “bem nerd”, he he. Estive no Barcamp Rio. Também nao conhecia ninguém e fiquei meio peixinho fora d’água, mas o evento foi muito legal. Pena que não poderei ir a este também. Vou anotar a dica do livro.
    beijo, menina

    Re: Obrigada, Denise. Seja bem vinda. Acredito que o Blogcamp será legal, uma reunião sem tamanho de nerds, hohoho. Apareça sempre!

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  • 3. Samantha Shiraishi  |  quarta-feira, 21 novembro às 3:11 pm

    Carla, ainda lembro da revolução que este livro foi para mim na faculdade e por vezes passo os olhos nele para me rever.

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  • 4. João Barreto  |  sexta-feira, 23 novembro às 5:47 pm

    mais um livro que entra pra fila! desse jeito, necessitarei viver até, no mínimo, os 150 anos para oder ler tudo…

    Responder
  • 5. Robson  |  sábado, 12 janeiro às 3:29 am

    Oi Carla sou membro do observátorio de pesquisa na faculdade IMES em São Caetano Sul- na área de politica social de Esporte e Lazer, estava navegando na internet e acabei me deparando com seu blog. Primeiramente achei muito legal sua descrição com ironia do “quase”. O que explica sua compreensão lucida da realidade incompleta. Portanto o “quase” a que refere penso eu, a nós como seres humanos inacabado. Sem contar sua experiencia bastante aventureira e interessada. É melhor do que os “si” da vida. Si eu tivesse feito assim, si fosse as coisas diferente etc… (rs). Em segundo lugar dizer que estou lendo o livro e estou muito empolgado, apesar de meu acumulo ser insulficiente atravéz de companheiros e textos da internet. Da mesma forma isso não me retrai, pelo contrário já fui infectado pela curiosidade. Minha curiosidade me escraviza para cada vez mais apropriar de tais autores, eu chego lá. Então não vou fazer comentários sobre o livro, porem empolgado na leitura. Aproveitar as férias de 30 dias e alguns bancos de horas (rs) dividindo a leituras oficiais como a companheira disse acima. Se pudesse entrar em contato com troca de informação seria bem legal. Não sei muito sobre seu trabalho atual, mais pode contar comigo como leitor de seu blog.

    Abraço

    Robson

    Responder
  • 6. Eduarda  |  quinta-feira, 14 agosto às 9:56 am

    JESUS!!
    teno q ler este livro inteirinho.. para um fichamento;;; na faculdade
    e o pior não to achando pra comprar;; alguém sabe alguem site ???

    Responder

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