Archive for novembro, 2007

Meias Vermelhas e Histórias Inteiras, um livro-prá-comê-mulé

Meias vermelhas & Histórias Inteiras

Chamo a atenção ainda para o fato de que o autor deste livro pode ser descrito do mesmo modo que um dos personagens de Truffaut: um homem que ama as mulheres. E que, ao melhor estilo dos machos do século XXI, é sensível sem ser viadinho, sacana sem soar grosseiro, sutil ma non troppo. Pois Doni sabe que Bertrand Morane estava certíssimo ao afirmar que as pernas das mulheres são como compassos que percorrem o globo terrestre em todas as direções, dando-lhe harmonia e equilíbrio. (Alexandre Inagaki)

Doni, um dos meus amigos que tem um blog-prá-cumê-mulé, é psicanalista. Daqueles que eu não me arrisco nem a abrir a boca perto porque a chance dele me olhar e dizer “pára de falar besteira” é tão grande que é melhor não arriscar. Ele também escreve muito bem no seu Hedonismos e agora vai lançar um livro de contos. Olha só que bacana: quem comprar o livro no site até dia 03 (Segunda) ganha um exemplar autografado. Não é ótemo?

Eu nem vou falar nada depois do prefácio do Alexandre Inagaki (que você pode ler aqui) porque ficará infinitamente mais tosco e eu ando com a auto-estima baixa. Então faça assim: compre o livro do rapaz porque vale a pena, te digo isso com toda a certeza do mundo.

E, se você estiver em São Paulo na segunda feira (3), pode conhecer esse grande rapaz e ver um monte de gente bacana no lançamento. Vai ser no bar Genial, na Vila Madalena.

Onde mesmo? Bar Genial. Rua Girassol, 474 – Vila Madalena
Quando? Segunda, dia 03, das 17h até o último cliente

Vai lá, tome umas e tire fotos com o Doni por mim, sim?

Anúncios

quarta-feira, 28 novembro at 3:43 pm 4 comentários

Das coisas que eu quero fazer antes de dezembro acabar

Falta pouco: dez dias. Dez dias para eu estar de férias. Dez dias que estão demorando a passar. Melhor dizendo: estão passando tão rápido que não me deixam dar conta das coisas que eu tenho que dar conta. E o corpo, sempre ele, é quem acaba sofrendo:  Dores nas costas, nos ombros e nas mãos já são rotina, a ceratite voltou com força total e as noites de sono estão cada vez mais curtas.  Mas vai passar. São dez dias. E depois desses dez dias, eu vou:

  • Fazer panetone;
  • Assar biscoitos de aveia;
  • Entrar definitvamente para o clube dos não corredores que correm e para o clube dos nadadores que efetivamente nadam;
  • Mandar os meus cartões de ano novo;
  • Definir o projeto fotográfico para 2008.

E você? O que você vai fazer antes de dezembro acabar? Porque 2007 está tão bom, tão bom, que é pecado deixar que o último mês seja desperdiçado em compras de Natal!

segunda-feira, 26 novembro at 7:48 pm 2 comentários

Eu vou!

Blog Camp PR 10

(Quem mais vai?)

domingo, 25 novembro at 8:18 pm 2 comentários

A minha MTv – Parte I

No Vitrine de domingo (18/11), o VJ da MTv Felipe Scolari fez o melhor comentário sobre a mudança na programação (e na proposta) da MTv: segundo ele, a MTv é feita para os jovens e se os jovens mudaram, a MTv também deve mudar.

Tirando a parte em que eu me senti excluída do (cof! cof! cof!) mundo dos chóvens, a fala do VJ faz todo o sentido. Eu mudei, os chóvens de dez anos atrás não são os chóvens de hoje. A MTv tem que mudar. Pronto.

Nada melhor então que usar o youtube para fazer a minha MTv. Aqui, só passam os meus clipes favoritos da madrugada.

1. Massive Attack – Teardrop

Cantada pela linda Elizabeth Fraser (do Cocteau Twins), foi provavelmente a primeira música do Massive Attack que eu ouvi/vi. O clipe é lindo, embora algumas pessoas achem assustador aquele bebê cantando. (Não é o meu caso.)

2. Velvet Underground – Sweet Jane (Live)

Eu já tinha recebido a fita do Velvet Underground, mas não esqueço da primeira vez que vi Lou Reed no palco. Até hoje Sweet Jane é a minha favorita do VU. A energia do clipe tem um monte de culpa nisso.

3. Pato Fu – Pinga

A história começa numa longinqua manhã de 1995. Meu amigo Rogério me pergunta: “Carla você já ouviu Pato Fu?”. A bonitona aqui responde: “Pato Fu? Até parece que eu vou ouvir uma banda com um nome ridículo desses”. Pois bem, a bonitona aqui ouviu, gostou, tem todos os discos e já foi em pelo menos quatro shows da tal banda-de-nome-ridículo-desses. A música que me pegou pelo pé foi Pinga, porque o clipe é engraçado. Dos tempos de Feijão MTv, lembra?

4. The Cranberries – Salvation

Eu gostava de Cranberries desde Linger, Dreams, Ode to my family. Mas à época que chegou TV a cabo em casa, era a vez de Salvation passar no Disk-MTv, TOP 20 Brasil, Feijão MTv, etc, etc, etc. O clipe é um tanto agressivo, mas eu gosto. E a Dolores é linda, vai dizer que não?

5. The Cardigans – Lovefool

Nina Person tem voz fininha. Eu adoro garotas loiras de olhos azuis e voz fininha. Parece princesinha de conto dos Irmãos Grimm, sabe? Pois então. Fora que é um clipe com historinha e eu a-do-ro clipe com historinha.

[continua…]

quarta-feira, 21 novembro at 12:00 pm 4 comentários

27 citações: Tudo que é sólido desmancha no ar (Marshall Berman)

Nos assim chamados países subdesenvolvidos, planos sistemáticos para um rápido desenvolvimento significam em geral a sistemática repressão das massas. Isso tem assumido, quase sempre, duas formas, distintas embora não raro mescladas. A primeira forma significou espremer até a última gota a força de trabalho das massas – “os sacrifícios humanos sangram,/ Gritos de desespero cortarão a noite ao meio”, como se diz no Fausto – para alimentar as forças de produção e ao mesmo tempo reduzir de maneira drástica o consumo de massa, para geral o excedente necessário aos reinvetimentos econômicos. A segunda forma envolve atos aparentemente gratuitos de destruição – a eliminação de Filemo e Báucia, seus sinos e suas árvores, por Fautso – destinado a não gerar qualquer utilidade material, mas a assinalar o significado simbólico de que a nova sociedade deve destruir todas as pontes, a fim de que não haja uma volta atrás.

“Tudo que é sólido…” é daqueles livros fundamentais para quem quer entender essa tal modernidade. Emendei com a leitura do Bauman (superdose de modernidade?), mas são posicionamentos diferentes frente a alguns fenômenos, o que ajuda a enriquecer a compreensão.

A análise do Fausto traz vários elementos de uma compreensão ampliada, que vê na obra um panorama metafórico, porém muito preciso, do processo de modernização, do seu início nas revoluções burguesas do século XVII até as revoluções socialitas do início do século XX.

O livro ainda traz análises de obras de Marx, Baudelaire, Gogol, Dostoievski e da urbanidade de Nova York. Uma leitura rica e que traz uma compreensão muito ampliada da época em que vivemos.

segunda-feira, 19 novembro at 12:00 pm 6 comentários

Ah, essas mulheres…

Lying in my bed I hear the clock ticks and think of you
Caught up in circles, confusion is nothing new
Flash back warm night, almost left behind
Suitcase of memories
Time after sometime you pictured me

I’m walking too far ahead
You’re callin’ to me
I can’t hear what you’ve said

You said: “Go slow, I fall behind”
The second hand unwinds

If you’re lost you can look and you will find me
Time after time
If you fall I will catch you, i’ll be waiting
Time after time
If you’re lost you can look and you will find me
Time after time
If you fall I will catch you, i’ll be waiting
Time after time

I turn, my picture fades
And darkness has turned to grey
Watching through windows
You’re wondering if I’m OK
Secrets stolen from deep inside
The drum beats out of time

If you’re lost you can look and you will find me
Time after time
If you fall I will catch you, i’ll be waiting
Time after time

[Dica de Alexandre Inagaki]

segunda-feira, 12 novembro at 1:25 am 2 comentários

Brincando de mulherzinha

Ontem estava andando na rua e vi uma mulher com uma bebê, de uns oito ou nove meses. Devia ser sua filha, pela feição, pelos cabelos, pelo jeito que as duas se comunicavam com o olhar. Elas pararam na banca de revistas e eu, com a minha mania de antropóloga amadora, parei do lado para observar – discretamente.

A bebê usava um anelzinho de bolinha no seu-vizinho da mão direita. No bracinho esquerdo, uma pulseirinha – também de bolinhas. Brincos de bolinha, faixinha “espreme-o-cérebro” com fuxicos,  vestidinho. Um autêntico projeto de perigosa peruinha, mas sem exagero. Linda, como são lindas todas as meninas dessa idade.

Então me lembrei da minha mãe. Ela conta que eu não ficava com anéis, pulseira, correntinha. Brincos, só usava os de argolinha porque não havia como eu arrancá-los. Até hoje eu sou assim: se por um lado sinto falta dos meus brincos e do meu anel assim que cruzo a porta em direção à rua, ao chegar em casa eles ficam ao lado das chaves na chapeleira. Acessórios, em casa, me pesam como se fossem bigornas gigantes penduradas. Até gosto de um colar, de uma pulseira, mas não me fazem falta nenhuma.

É nos cheiros e nas cores que minha mulherzice aflora. Gosto de sentir o cheiro do xampu, do hidratante, do sabonete quando saio do banho. De olhar para as minhas unhas curtinhas e vermelhas. Dos lábios com cor de chocolate e dos cílios pretos. De passar pela nuvem de perfume antes de sair de casa.

Quantas vezes, naqueles momentos tão preciosos (e tão necessários) de hidratar as mãos, me senti meio Macabéa e tive vontade de comer o creme de maracujá. É tão amarelo, tão perfumado que consegue ser mais apetitoso que a melhor das sobremesas. E o xampu de açaí? Minha glicemia se altera só de sentir o perfume. Poucas coisas são tão refrescantes quanto o hidratante de iogurte. E ainda tem a loção de frutas, o sabonete de andiroba, o óleo de buriti, sem falar no morango e no chocolate dos cabelos. Às vezes me pego imaginando o estrago que a cosmética moderna faria no estado mental da pobre Macabéa. (Eu conheço uma moça mui linda que quase comeu o sabonete de cupuaçu, mas agora parece que ela pegou gastura do cupuaçu e trocou pelo limão – que combina com a personalidade dela, segundo uma desaforada.)

E as cores? Há quem diga que mulheres que querem conquistar um amor devem pintar os olhos e as que querem conquistar uma aventura devem colorir os lábios. Espero que não seja verdade, ou minhas alergias constantes me impedirão de conquistar um amor: olhos negros somente em ocasiões muito especiais. Nunca li nada sobre as cores das unhas – embora tenha ouvido uma teoria interessante sobre as unhas pálidas e decidido adotar as cerejas, framboesas e jabuticabas nas minhas unhas curtinhas a partir de então.

Esses pequenos mimos têm o poder de restaurar o meu humor. Tem poder de colo quando meus refúgios estão longe. Se acompanhados de uma xícara de chá de hortelã fresco – como agora – conseguem transformar um dia que já começou tenso e que foi vivido em quase-choque em uma noite feliz. Descanso. Força. É isso que meus cheiros e cores fazem por mim: me fazem repousar ao mesmo tempo que me dão certeza que eu vou conseguir dar conta do que vem por aí.

sexta-feira, 9 novembro at 11:47 pm 8 comentários

Posts antigos


Agenda

novembro 2007
D S T Q Q S S
« out   dez »
 123
45678910
11121314151617
18192021222324
252627282930  

Posts by Month

Posts by Category