As garotas da Sra. Z

sábado, 6 outubro at 2:43 pm 2 comentários

A Sra. Z não consegue imaginar o que seria da sua vida sem essas garotas. Não que os garotos não sejam importantes, mas é nessas garotas que ela se espelha quando as coisas apertam. Pudesse, a Sra. Z engoliria uma por uma, num ritual antropofágico para tornar-se invencível.

[Embora sozinha ela não dê conta de muita coisa, junto com essas garotas a Sra. Z é invencível.]

E são tantas essas garotas. De tantas origens, de tantos jeitos. Tem a garota morena, que dança Carimbó, com seu jeito de moça brava e sua dedicação tremenda. Com ela a Sra. Z aprendeu a fazer tudo com paixão. Com ela a Sra. Z aprendeu a se atirar, que não é mau tomar partido. Vem dela a paixão pelas coisas da terra, pelo cheiro de andiroba e pelos bombons de cupuaçu.

Também tem a garota da serra, de sorriso largo e pele de bebê. Dessa garota a Sra. Z aprendeu que é tudo é possível, se não não desistir. Que nada substitui o trabalho duro e o mérito. Que há vários caminhos a seguir, basta olhar para o lado. Que as pessoas vêm e vão, mas uma vez marcadas na alma, não há o que faça o vínculo sumir.

[Algumas coisas acontecem tão rápido, e mesmo assim a Sra. Z sente como se já fossem décadas.]

E o que dizer, então, da garota de olhos verdes e cabelos de índia? Dela a Sra. Z aprendeu o que são amigos de verdade. Aprendeu a lutar pelos objetivos e a fazer limonadas de todos os limões que a vida lhe atira. Aprendeu que as coisas devem ser construídas. E que o tempo e o espaço, por mais que se coloquem de forma incisiva, jamais vão interromper laços entre irmãs que se escolheram.

Não se pode esquecer da garota da cozinha. De sorriso frágil e alma forte. Vencedora de todas as vicissitudes, que mostra a todo o momento que o caminho é você quem faz e que reclamar de nada adianta. Que luta e conquista suas coisas simplesmente porque merece. Porque faz por merecer.

E há outras garotas ainda: a garota dos gatos que mostra como ser ora frágil, ora forte, sem jamais perder a dignidade; a garota dos olhos azuis que lhe revela os segredos mais escondidos; a garota dos cabelos de mar, que provou que amizades surgem até nos momentos mais absurdos; a garota crescida que faz companhia nas horas mais necessárias. São essas garotas, todas elas, que a Sra. Z gostaria de levar consigo sempre, numa decisão de absurdo egoísmo.

Mas a Sra. Z sabe que não é possível, nem desejável, aprisionar suas garotas. O mundo precisa delas, sabe a Sra. Z, porque elas são raras. E, afinal, elas sempre estarão por perto. Porque vincos na alma não se desfazem tão facilmente.

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Entry filed under: amor, pessoas, Sra.Z, umbiguices, vida.

Papo Psi: “(…) mas se o drogado fosse meu filho (…)” Mais que mil palavras

2 Comentários Add your own

  • 1. Luciana  |  sábado, 6 outubro às 8:55 pm

    a garota que te ama daqui do norte do Brasil quer muito que um dia tu sejas uma das garotas do Cintaliga. e não é egoísmo não; não quero te aprisionar no meu blog. é que tu já fazes tanto parte dele que eu simplesmente quero tornar as coisas mais fáceis.
    eu quero dar a eva de presente aos leitores do cintaliga nesse um ano do cintaliga. e quando o IB fizer um ano em fevereiro, queria te encher de fitas e laços e te dar a eles também.
    uma das melhores frases que já disseram a meu respeito foi você quem disse: “esse seu jeito forte de amar as coisas e as pessoas”. e eu te respondi que sim, que amo forte, porque amar fraco não deve ter graça nenhuma. talvez a paixão, a brabice, o tomar partido e a dedicação venham daí, do coração. do mesmo lugar onde você armou sua barraca de sem-terra e se plantou.
    em janeiro você vai comer os bombons de cupuaçu e bacuri da vous-voulez – os melhores do mundo todo. e vou levar também tua Nossa Senhora de Nazaré, tua fitinha do Bonfim, e cheiro-do-pará.
    sabe, eu acho que em janeiro passado eu não estava preparada pra te conhecer. não vou pedir desculpa. eu sou meio como a raposa, preciso de ritos… e precisava daquela nossa conversa, naquele domingo. é dali nossa amizade pra valer.
    são paulo, beagá, não importa: vamos nos encontrar.
    beijo, carlucha. a gente vai rir tanto quando eu te chamar de carlucha e tu me chamares de luluca dentro do nosso primeiro abraço.

    PS – E, de quebra, vamos comer queijo de minas e doce de leite da minha outra cidade, sim? tudo do mercado central. (eu estou fazendo muuuuuuuuuuuitos roteiros pra janeiro!) 😉

    Responder
  • 2. Babs  |  segunda-feira, 8 outubro às 1:45 pm

    Realmente nossa amizade é a prova viva de que não “esbarramos” com as pessoas nessa vida louca por acaso.

    E bota momento absurdo pra se começar uma amizade não é?

    Mas saiba que és meu tesourinho…e me sinto mais que orgulhosa em hoje dizer que de tudo o que passei de desagradável eu tenho em você, na nossa amizade um ponto positivo de tudo o que vivi.

    E que concretizar a nossa amizade tomando um café no Lola foi uma das melhores coisas que me aconteceram em 2005. E depois no Mafalda…

    E proponho que além da sua escola com a Lu você tenha em parceria comigo um Café Psi… 😀 que tal? Já que nossos encontros são recheados de cafés, tortas, guloseimas…

    Te amo munis e dia 19 tá aí!!!!!! 😀

    Beijos.

    Responder

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