27 citações: Modernidade Líquida (Zygmunt Bauman)

sexta-feira, 14 setembro at 12:00 pm 2 comentários

Não [há] mais grandes líderes para lhe dizer o que fazer e para aliviá-lo da responsabilidade pela conseqüência de seus atos; no mundo dos indivíduos há apenas outros indivíduos cujo exemplo seguir na condução das tarefas da própria vida, assumindo toda a responsabilidade pelas conseqüências de ter investido a confiança nesse e não em qualquer outro exemplo. (p. 39)[…]
Essa obra de arte que queremos moldar a partir do estofo quebradiço da vida chama-se “identidade”. Quando falamos de identidade há, no fundo de nossas mentes, uma tênue imagem de harmonia, lógica, consistência: todas as coisas que parecem – para nosso desespero eterno – faltar tanto e tão abominavelmente ao fluxo de nossa experiência. A busca da identidade é a busca incessante de deter ou tornar mais lento o fluxo, de solidificar o fluido, de dar forma ao disforme. Lutamos para negar, ou pelo menos enconbrir, a terrível fluidez logo abaixo do fino envoltório da forma; tentamos desviar os olhos de vistas qu eeles não podem penetrar ou absorver. Mas as identidades, que não tornam o fluxo mais lento e muito menos o detêm, são mais parecidas com crostas que vez por outra endurecem sobre a lava vulcânica e que se fundem e dissolvem novamente antes de ter tempo de esfriar e fixar-se.
(p. 97)
Modernidade Líquida. Zygmunt Bauman. Jorge Zahar Editor, 2001.

(Chega de citar, senão eu coloco o livro inteiro.) Em Modernidade Líquida, Bauman analisa cinco conceitos que organizam a vida humana: emancipação, individualidade, tempo/espaço, trabalho e comunidade. Ele traça o cenário da mudança desses conceitos na assim chamada pós-modernidade. E discute muita coisa que a gente percebe por aí, mas as vezes nem pára para pensar.

É uma leitura densa e ao mesmo tempo gostosa. Vale a pena dedicar umas horas da sua vida para pensar sobre ela com algum subsídio, digamos assim, científico.

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Entry filed under: 27 citações, vida.

Meu blog em 2012 (parte I de III) Uma Nhá-Benta de Copenhague

2 Comentários Add your own

  • 1. Daniel  |  sexta-feira, 14 setembro às 4:27 pm

    Mat 11:28 Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.
    Mat 11:29 Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas.
    Mat 11:30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo e leve.

    Resposta
  • 2. 008, por ELE, o Társis Salvatore  |  sexta-feira, 13 junho às 2:34 pm

    Densa e ao mesmo tempo gostosa? 😛

    Ao contrário do Daniel eu prefiro isso aqui:
    “Estamos no promontório extremo dos séculos!… Por que haveremos de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosas portas do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Vivemos já o absoluto, pois criamos a eterna velocidade onipresente”

    Não, não sou fascista. Apenas me lembrei do “Nu descendant un escalier”. 😉

    bj

    Resposta

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