A Paixão segundo CR: A música

quinta-feira, 30 agosto at 12:00 pm 1 comentário

Conta a lenda que quando eu era bebê e resolvia fazer pirraça, minha mãe me colocava para ouvir música. A música é talvez o laço mais grudento que eu tenho com meu pai: Beatles, RobCar, Altamiro Carrilho, Burt Bacharach, Dione Warnick, Stevie Wonder, Bee Gees, Chico Buarque. Foram muitas as noites que passamos juntos da vitrola (eu adoro as vitrolas), foram muitas as vezes que eu ouvi sozinha para me acalmar.

Talvez porque me ensinaram, eu me acalmo com música. Desde sempre tem sido assim. O curioso é o ir-e-vir dos estilos: há momentos eletrônicos, momentos acústicos, momentos dos amigos, momentos dos amores, momentos de Bach, momentos de Beatles. E de repente, tudo muda. E eu passo a um novo momento.

Ouvir música, para mim, é conhecer pedaços do mundo. Clichê dos clichês: viajar sem sair do lugar. Junto com a literatura, a forma de arte mais constante na minha vida.

p.s.: Esse texto não deixa de ser uma tentativa de explicação da “musicalização” que esse blog tem sofrido nos últimos tempos. Voltaremos à nossa programação normal assim que definirmos – de forma estatística – o que é a nossa programação normal.

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Entry filed under: amor, musica, Paixão segundo CR, umbiguices.

Put me in your supermarket list 50 músicas que marcaram a minha vida: Heal the Pain (George Michael)

1 Comentário Add your own

  • 1. jvschmidt  |  quinta-feira, 30 agosto às 6:29 pm

    “A música não exprime nunca o fenômeno, mas unicamente a essência íntima de todo o fenômeno, numa palavra a própria vontade. Portanto não exprime uma alegria especial ou definida, certas tristezas, certa dor, o medo, os transportes, o prazer, a serenidade do espírito; exprime-lhes a essência abstrata e a geral, fora de qualquer motivo ou circunstância. E todavia nessa quinta essência abstrata, sabemos compreendê-la perfeitamente.” Arthur Schopenhauer

    Nada mais digno que uma citação destas. E não é para menos, o que seria de nós sem a música. A melhor das artes segundo nosso Amigo Arthur.

    A propósito: Fiquei contende ao ler Bee Gees na sua lista. Sem sombra de dúvidas, os irmãos Gibb me trazem certa nostalgia de tempos em que eu nem era nascido. Quer coisa melhor, do que toda a transcendencia que a música traz?

    =) JV, não é a toa que vc é o meu projeto de psi favorito. Bee Gees é tudo, não? Bêjo procê.

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