Da vida e das suas vicissitudes

terça-feira, 28 agosto at 8:53 pm 2 comentários

Todos os dias morre alguém, eu sei. Mas mortes vem acontecendo de um jeito muito frequente por aqui, sabe? Em menos de dez dias foram três pessoas próximas: uma viagem já era esperada há algum tempo – uma das passagens mais dignas que eu já vi, diga-se de passagem, uma inesperada e assustadora (só fiquei sabendo agora) e ainda outra traumática, violenta, deixando todo mundo meio bobo, sem entender nada.

Aí eu me pego pensando no tal “fato humano” de que o Enio falou esses dias. Quantas vezes a gente fica igual formiga, catando migalhas aqui e ali. Correndo pro formigueiro não deixar de funcionar a contento.

A contento de quem? A contento de quê?

Hoje conversava com uma amiga: ela não se conforma por não entender o “critério”. Eu prefiro me apegar na história de que ninguém sabe a hora que o ladrão chega e que a gente tem que estar sempre vigilante.

Sempre, sempre, vigilante.

Vigiar é estar pronto para ir, a hora que for. Você quer ir chateado com alguém? Com alguém chateado contigo? Deixando trabalho pela metade? Sabendo que perdeu os últimos dias da sua vida jogando bubble shooter (sim, eu sou viciada em bubble shooter)?

O que você produz para o mundo? O que você vai deixar aqui depois que for, além de toneladas de lixo e litros de água poluída? E eu não estou falando de produção material, de produção econômica. Produção de carinho, de paz, de harmonia conta muito mais que isso no final.

Da minha parte, eu procuro (e nem sempre consigo, porque eu sou gente fraca e pequena – por isso que eu tento olhar para quem pode me dar exemplo, seja Bento, Francisco ou a minha amiga que foi embora hoje) me lembrar sempre do que é importante. Como bem disse a Rosana (citada pelo Enio, de novo) a gente sabe qual é o nosso fim. O que vem depois, ninguém sabe. Eu creio que seja algo bom, mas isso é fé. E o algo bom que vem depois está intimamente ligado ao que eu faço agora. Ao que nós fazemos agora.

As vezes eu me esqueço disso. Mas é impossível ignorar quando tem tanta gente próxima partindo…

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Entry filed under: amor, dor, pessoas, umbiguices.

Agora aguenta… Para Lu

2 Comentários Add your own

  • 1. Luciana  |  quarta-feira, 29 agosto às 1:27 pm

    É agosto… mês de morrer gente… Só porque sou ruim, resolvi nascer nele e não morrer… mas ainda pode acontecer… Meu pai morreu dia 31 de agosto de 93… há 14 anos… no sábado terei vivido mais sem ele do que com ele… Blog Day, dane-se!

    Responder
  • 2. Daniel  |  quarta-feira, 29 agosto às 2:27 pm

    1Co 13:12 Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

    1Co 13:13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

    Deus abençõe

    Responder

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