Papo Psi: Tio Erikson sabia das coisas (Parte I de II)

segunda-feira, 27 agosto at 12:00 pm Deixe um comentário

Aproveitando o Dia do Psicólogo, eu quero inaugurar uma nova série nesse blog, a Papo Psi. Aqui, vamos falar de assuntos variados, mas sempre sob a ótica de alguma das Psicologias.

Para começar, vamos falar de Psicologia do Desenvolvimento. Mais exatamente, da Teoria do Desenvolvimento Psicossocial de Erik Erikson.

Nome bonito esse, não? “Teoria do Desenvolvimento Psicossocial”. Mas não se assuste, a coisa é super simples. Para o Tio Erikson (como eu o costumo chamar carinhosamente quando eu deito no colo, aliás, no livro dele) o nosso desenvolvimento é marcado por crises. A forma com que a gente resolve essas crises é que vai determinar a forma que a gente leva a nossa vida.

Ao todo, são oito crises. Nem preciso falar que algumas pessoas não passam por todas porque morrem antes (ah, que trágico). A primeira crise é chamada de crise da confiança/desconfiança. Sabe quando você é bebê e depende de alguém para te alimentar, te levar para cima e para baixo, te limpar, te ninar, te proteger? Pois é, se você tem tudo isso – sortudo! – você vai para o lado da confiança, se você não tem, você já começa com o pé esquerdo, na desconfiança.

Depois, por volta dos dois/três anos, quando você aprende a controlar seus esfíncteres (ou seja: quando você aprende a usar o troninho e larga as fraldas), você vai passar por mais uma crise: autonomia/vergonha. Funciona assim: se a sua mãe for inteligente e não te detonar quando você falhar no controle, você vai pra autonomia. Senão, fica com vergonha e achando que faz tudo errado sempre. Pensa o estrago: primeiro mamãe não cuida e depois mamãe detona. Que tal?

A próxima crise, iniciativa/culpa, é quando você começa a brincar com os amiguinhos da sua idade. Então você aprende o que é certo e começa a fazer o que é certo. Ou não. (Adivinhe o que acontece então? Muito bem, padawan! Culpa no coitado do garoto.)

Finalmente, chega ela: a idade escolar. Quando você começa a escrever, se sente produtivo. Ou então se sente inferior aos amiguinhos (porque eles já escrevem, porque eles já fazem contas, porque eles já… e você não.) Realização/inferioridade é o nome dessa crise. E olha, vai marcar a vida da pessoinha muito muito muito.

E agora? O que acontecerá com nosso pequeno herói? Essa história linda continua na próxima semana. Muitas emoções vêm por aí, não perca!

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Um pouco de devoção não faz mal a ninguém Extra! Extra! (E com update!)

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