There’s someone in my head, but it’s not me

quarta-feira, 15 agosto at 3:13 pm Deixe um comentário

 

“A sombra não é o todo da personalidade inconsciente. Representa qualidades ou atributos desconhecidos ou pouco conhecidos do ego – aspectos que poderiam também ser conscientes. Sob certos ângulos, a sombra pode, igualmente, consistir de fatores coletivos que brotam de uma fonte situada fora da vida pessoal do indivíduo.”
(M – L von Franz, O Processo de Individuação.)

O homem tem a tendência de enxergar apenas o lado “luminoso” da sua personalidade. Evita os seus aspectos não aceitos, seja pela sua moralidade, seja pelo seu grupo social. É fato que todos nós criamos máscaras e, como atores, desempenhamos esses papéis ao longo da vida, para dar conta das expectativas, nossas e alheias. No entanto, ainda que sem percebê-lo, estamos o tempo todo buscando a plenitude, que só pode ser alcançada com a aceitação dos aspectos inconscientes da nossa personalidade, no processo de individuação.

 

“You raise the blade, you make the change. You re-arrange me ‘til I’m sane.”

Essa dinâmica, porém, não é compreendida e aceita por todas as pessoas: daí surgem as neuroses. Há varias formas de negar o que acontece consigo. Transferindo o que é “ruim” para outra pessoa, dizendo que a responsabilidade não é sua, simplesmente fechando os olhos para o que é visível e dizendo que aquilo não é você. Hoje, vemos várias pessoas buscando “nomes” para suas formas diferentes de viver. Esses nomes podem ser as regras de grupos fechados, ordens de supostas autoridades ou até transtornos mentais. Poucos aceitam que o que há em sua cabeça é, sim, parte de si.

“Got to keep the loonies on the path.”

Enxergar o lunático como um homenzinho que mora em sua cabeça, mas não é parte de si, é humano. Mas não é saudável. A busca da saúde se mostra na aceitação plena da personalidade, representada nas mandalas orientais ou mesmo nas mandalas modernas. Os indivíduos que conseguem chegar nesse ponto se libertam das neuroses e conseguem perceber os fatos como eles são:

“There’s no dark side of the moon. Matter of fact, it’s all dark.”

 p.s.: Esse texto foi escrito para a disciplina de Teorias da Personalidade da faculdade. Agora que já passou, eu posso publicar aqui.

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