Archive for Fevereiro, 2008
Would it be a sin?
Take my hand
Take my whole life too
For I can´t help falling in love with you
2 comments Quarta-feira, 27 Fevereiro
Papo Psi: Violência doméstica. Até quando vai ser natural?
Cena 1 (vizinhas conversando):
- Aquela ali apanha do marido.
- Mas também bate. Você viu que eles estavam os dois roxos ontem?
- Pois é a vida: tem quem goste assim.
Cena 2 (pai falando com o professor):
- Quando eu chegar em casa, a varinha vai comer.
- Mas adianta?
- Sempre adiantou. Semana passada ele apanhou, semana retrasada também. Só apanhando ele aprende.
Cena 3 (aluno em sala de aula):
- Mas sabe o que é, professora? Tem mulher que gosta de apanhar. A minha vizinha, por exemplo, se não apanha, não deixa o marido dormir. Eu que não vou me meter.
Das três cenas aí de cima, pelo menos uma eu presenciei nos últimos seis meses. As outras duas é bem possível que você tenha presenciado. E me assusta perceber o quanto a gente considera “normal” a violência que acontece dentro de casa.
Violência doméstica não é só dar tiro na mulher porque ela demorou no mercado. Violência doméstica também é a mulher destratar o marido quando ele chega em casa. Aliás, violência não precisa ser física, pode ser psicológica. O filme espanhol Te doy mis ojos (trailler), de 2003, é uma ilustração bastante fiel do quanto a violência doméstica extrapola o limite da agressão física: uma pessoa cotidianamente agredida não consegue estabelecer vínculos afetivos. É uma pessoa que está condenada a não confiar: não confiar nos pais, não confiar no parceiro, não confiar no chefe, não confiar nos amigos. Se eu aprendo que a cada falha eu vou apanhar, que a cada mudança climática (ou derrota do time) eu vou tomar uns tapas, como eu vou estabelecer uma relação afetiva e não violenta com qualquer pessoa?
Para compreender o fenômeno é importante mudar o foco. Sair do agredido e partir para o agressor. O que leva uma pessoa a se tornar um agressor? Agressores são formados com modelos de agressão. Crianças que crescem presenciando os pais se agredindo provavelmente acharão “normal” que um exerça esse poder violento sobre o outro: porque é mais forte, ganha mais ou é o responsável pela casa. Enquanto filhas de mulheres agredidas tenderão a naturalizar o “apanhar”, filhos de pais agressores tenderão para o “bater”. A aprendizagem se dá pelo modelo.
Já passou da hora de repensarmos (e tentarmos eliminar) as reações violentas que ocorrem dentro das nossas casas. Repensar nossas respostas às adversidades, nossa visão de mundo: será natural que “quem pode mais, bate e quem pode menos, apanha”? São esses os lugares que queremos ocupar em nossa relação com o mundo? Quais as conseqüências disso para a sociedade?
Estabelecer um novo repertório de comportamentos, não violentos e baseados no afeto, na racionalidade e no respeito ao outro é trabalho para gerações. Mas isso não é justificativa para não darmos o primeiro passo.
Quer saber mais?
- Reagindo contra a violência: Espaço Aberto – USP
- Violência Doméstica: PsiqWeb – Portal de Psiquiatria
- A desigualdade de gênero e a violência contra a mulher à luz da Convenção Interamericana para prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher: Jus Navigandi – Portal de Direito
- Violência de gênero: Rhamas
- Portal da Violência Contra a Mulher: Instituto Patricia Galvão
- Violência contra a Mulher: CFEMEA
3 comments Sábado, 23 Fevereiro
Compras perdulárias em São Paulo: gastando seu rico dinheirinho na melhor cidade do país
Que absurdo. Eu ouvi um rumor de que alguém anda dizendo por aí que eu sou especialista em compras perdulárias. Ora, veja só. Eu, uma garota para lá de econômica, fazendo compra perdulária? Nada disso. Eu só compro coisas imperdíveis, veja só:
- Sapatos na Banana Price: O meu conceito de “preço de banana” é um pouco diferente dos preços da Banana Price, mas é uma questão de referencial. A Banana Price tem sapatos muito bons por um preço igualmente bom. Quer um exemplo? Eu comprei um scarpin preto de verniz lindo-lindo-lindo e paguei R$ 99,90. Se você é maluca por sapatos como eu, não vá à Banana Price. E se for, não venha me dizer depois que a culpa é minha!
Onde fica? Alameda Lorena, 1604 – tel. 3081-3786
- Acessórios no Bazar da Madamismo: A Caroline é um amor de pessoa, super querida e tem dicas super legais para você comprar na Madamismos. E o Bazar é uma coisa-fofa-de-mamãe: é uma portinha na Augusta, você sobe uma escadinha (meio sinistra, devo confessar) e vai dar num hall. À direita fica o bazar, à esquerda fica a loja da coleção atual. No bazar você encontra peças lindas por R$ 3,00; R$ 5,00 ou R$ 7,00, além de peças da coleção passada pela metade do preço. E o som ambiente é uma delícia. Eu comprei um relicário super lindo e agora estou esperando encontrar uma foto para colocar. O preço? R$ 10,00, se não me engano.
Onde fica? Rua Augusta, 1.567 (quase na esquina com a Av. Paulista) – tel. 3283 0789
- Livros, cadernos, DVDs e calendários na Livraria da Vila da Av. Lorena: Eu ainda vou fazer um post só sobre a Livraria da Vila mas, enquanto ele não vem, fica a dica. Se você é apaixonado por livros como eu, não pode deixar de frequentar esse espaço. Devo confessar que eu fiquei perdida na seção de livros infantis e nem curti direito os outros espaços, mas eu ainda vou voltar lá muitas e muitas vezes. Não tenho muito o que dizer: vá la ver e depois me conte como você se sentiu!
Onde fica? Alameda Lorena, 1731 – tel. 3062 1063.
12 comments Domingo, 17 Fevereiro