Archive for Novembro, 2006

50 músicas que marcaram a minha vida: Conquistador Barato (Léo Jaime)

Em 1987, aconteceu uma das maiores conquistas da minha vida: participar do Festival de Dublagem do Colégio Ideal. O Festival de Dublagem do meu colégio, junto com a Gincana do Colégio Marista, era O evento escolar na minha cidade, que à época não devia ter mais que 200 mil habitantes. Participar da Dublagem era uma das porta de entrada para a elite do colégio (hoje eu acho meio besta isso de “elite” em colégio, mas essa discussão fica para outro post).

Eis que eu fui escolhida. Eu, que nunca tinha sido (e nunca mais fui) escolhida para grandes papéis, seria uma das bailarinas e dançaria com um dos meninos mais lindos da sala, que parecia o Afonso do Dominó. Loosho total.

E vieram os ensaios, obsessivos. E a prova do vestido, lindo, vermelho, de cetim. Comprar a sapatilha (não de balé, de sapato baixo) vermelha, de verniz.

Finalmente chegou o grande dia: lá estava eu, no vestiário minúsculo do ginásio do colégio, amontoada com outras tantas crianças, toda montada, de vestido de cetim, meia calça e sapatilha de verniz. Maquiada. Penteada. Esperando ansiosamente pela hora de entrar.

Entramos. Começa a música.

Bâm-bã-bã-bã-bambolê.

Bâm-bã-bã-bã-bambolê.

Bâm-bã-bã-bã-bambolê.

Luzes, brilhos, música. E a sapatilha cai do meu pé. Mais que rápido eu fiz um giro não previsto e calcei de novo. Minha mãe viu, mas acho que só ela. Corinho vestido de colegial, cantor de blazer dourado (eram os anos 80), dançarinos a la anos 60. Eu dançando com o menino mais bonito da sala, que seria o pai dos meus três filhos. Aplausos.

Foi a glória.

Mas o menino mais bonito da sala não quis casar comigo. Tudo bem, nem eu quis mais, depois que ele queimou o cabelo da minha melhor amiga na confirmação das promessas do Batismo.

3 comments Quinta-feira, 30 Novembro

Então é Natal?

Confesso que me incomoda um bocado passar por aí e encontrar árvores de Natal, duendes, Papais Noéis (o plural existe?) e neve artificial – a pior parte desse Natal besta que andam vendendo por aí.

Porque Natal não é isso. Não para mim, não para quem crê NO Natal. Vou segurar o fórum-social-mundial que mora dentro de mim e não vou entrar nas questões ideológico-político-religiosas. (Mas que neve artificial é MUITA forçação de barra, isso é!)

Outra que ouço muto por aí é que Papai Noel deveria usar roupas de verão. Eu não concordo. É a mesma coisa que colocar São Francisco de Assis usando shorts: não é ele. Papai Noel é aquele: velho, barbudo (de preferência barba natural), barrigudo e com a risada inconfundível. É ícone.

Agora, se você quer um Papai Noel bem brasileiro, dê uma passadinha nesse site. Assista aos filmes, brinque com os bônus, se impressione com as entrevistas. Depois volte aqui e me conte se não é o Natal mais brasileiro que pode existir.

1 comment Quarta-feira, 29 Novembro

27 citações: Por que amamos (Helen Fisher)

Eu não me surpreendi que as fotos evocassem a paixão romântica. Afinal, a maioria de nós tem uma foto de nosso amor verdadeiro em nossa mesa. Além disso, como você se lembra, esta reação visceral a imagens visuais tem uma explicação antropológica. Os seres humanos evoluíram de ancestrais que viviam em árvores e precisavam de uma visão excepcional para sobreviver muito acima do chão. Aqueles que enxergavam mal devem ter avaliado mal onde estavam penduradas frutas e flores, depois erraram o alvo quando saltaram de um galho a outro, caíram e quebraram as pernas. Com o resultado, todos os primatas superiores têm grandes regiões do cérebro dedicadas à percepção e à integração de estímulos visuais. Na verdade, por décadas os psicólogos enfatizaram o importante papel da aparência no estímulo das sensações da atração amorosa. (Por que amamos: a natureza e a química do amor romântico. Helen Fisher.)

Vamos à realidade: vc quer entender de gente? Tem que ler. Quer ser psicólogo? Tem que ler. Quer entender porque vc é do jeito que é? Tem que ler (fazer terapia também ajuda).

E como ler é imperativo, leia algo que presta. Esse livro é o relato da pesquisa que a antropóloga Helen Fisher fez acerca do amor romântico. De etologia à neurociência, tem muita coisa coberta aí. Além de tudo, é uma delícia. 7 horas que está na minha mão e 100 páginas lidas.

2 comments Terça-feira, 28 Novembro

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