Archive for Setembro, 2006
Correria
Planos para os próximos dias:
- Cirque de Soleil
- Enloucontro
- Museu da Língua Portuguesa
- Feirinha da Liberdade
- Missa no mosteiro de São Bento
- Matar a saudade dos amigos queridos
- Matar a saudade da família querida
- Nhá Benta de maracujá da Kopenhagen
(Aff… não vai dar tempo…)
Ian: Me manda msg pra gente combinar, ok?
Arivonil: Cuide bem do que é meu, please.
6 comments Quarta-feira, 20 Setembro
Put the blame on Mame
O mundo em preto e branco me fascina. Daí a minha paixão por fotografia 35mm. O cinema preto e branco, por ser dinâmico, é ainda mais mágico: a sensação que me dá é a mesma de assistir filmes de ficção científica com realidades totalmente inventadas.
Por esse motivo, e também por ser admiradora da beleza clássica das divas de Hollywood dos anos 40 e 50, não pude resistir quando vi a edição especial de Gilda na locadora. Nunca houve uma mulher como Gilda, é fato. A beleza de Rita Hayworth no seu mais emblemático papel, a atuação de Glenn Ford, o figurino glamouroso: tudo faz com que esse filme, um dos principais representantes do film-noir, seja um dos meus favoritos ever.
O cassino em Buenos Aires e o fim da Segunda Grande Guerra são o pano de fundo para a história de um reencontro, um triângulo amoroso e um final surpreendente. Para os padrões contemporâneos é um filme sem cenas tórridas ou grandes efeitos especiais: um bom roteiro, boas atuações, uma boa produção. Assim são feitos os grandes filmes. É pena que o cinema contemporâneo – em alguns momentos – pareça ter esquecido disso.
Quer saber mais?
IMDB
Rita Hayworth
Glenn Ford
Put the Blame on Mame (Youtube)
4 comments Terça-feira, 19 Setembro
The One
Minha família, com a maior parte delas, é algo sui generis. Por morar a mil quilômetros deles, o nosso contato é pouco. Quando crianças, enquanto tínhamos todos os avós vivos, nos víamos quatro vezes por ano, no mínimo. Hoje, nos encontramos para as datas especiais: algumas vezes eles vêm para cá, algumas vezes nós vamos para São Paulo. Devo confessar que tenho maior contato com a família de minha mãe, o que se explica inclusive pelo tamanho reduzido – que facilita nossas reuniões: são duas irmãs (minha mãe e minha tia), seu pai, seus maridos, e os três netos: eu, meu irmão e meu primo.
Antes de continuar, não posso deixar de dizer que ser a única neta e a mais velha já me livrou de muitas enrascadas, quando aprontávamos todos juntos e eu era absolvida porque seria incapaz de trancar o avô para fora de casa, por exemplo.
Voltando ao assunto, tenho esse primo que muito amo. Apesar da nossa diferença de idade, nós somos muito ligados. Talvez por sermos igualmente nerds, apesar de focar nossa nerdice em pontos diferentes. O fato é que o Thomas sempre foi meu companheiro para as indiadas em São Paulo. Ele me cuida desde pequeno (coisas de minha mãe, me deixar aos doze anos com uma criança de seis e pedir que a criança cuide de mim) e faz as minhas vontades quando eu estou lá. Nós conversamos um bocado quando estamos juntos e uma vez discutimos a Teoria do Macaco Aquático à beira mar em Itapema (o que me rende algumas boas risadas até hoje – quem discute teoria de evolução na praia?). Em suma, esse meu primo, único por parte de mãe e único na relação que tem comigo, é uma das pessoas especiais que tenho nessa vida.
Hoje é seu aniversário. Virginiano como o avô, tem suas idiossincracias e manias e jeitos. Mas é uma das pessoas mais amorosas que eu conheço. Semana que vem estaremos juntos e eu vou poder dar todos os beijos e abraços e apertões e beliscões que ele merece!
1 comment Domingo, 17 Setembro